A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 02/06/2020
Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 41% da população adulta no país finalizou o ano de 2018 com alguma conta atrasada. Logo, nota-se que há um cenário em que a inadimplência se tornou comum no território nacional, portanto, se faz notório a necessidade de mudanças. Com isso, cabe analisar a falta de conscientização financeira e, por consequência, gastos excessivos como fatores que tornam a educação financeira importante na vida do cidadão brasileiro.
Em primeira análise, se faz visível a ausência de conhecimento financeiro em grande parte da população, visto que, segundo estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mais da metade dos jovens brasileiros não possuem informações básicas sobre como lidar com o dinheiro. Em congruência ao pensamento do filósofo Immanuel Kant, “ o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, pode-se dizer que jovens e adultos se encontram propensos a inadimplência devido à escassez de conteúdo educacional acerca do assunto em pauta. Desse modo, se faz substancial alterações nesse panorama atual.
Em segunda análise, por conseguinte, percebe-se que há uma normalidade em adquirir bens de forma excessiva na sociedade. Em consonância ao pensamento do filósofo Fiódor Dostóievski, “a melhor definição que posso dar de um homem é a de um ser que se habitua a tudo”, se faz válido dizer que gastar de maneira excessiva e descontrolada se tornou habitual em decorrência da ausência de meios educativos para pôr fim nesse comportamento, deixando um caminho livre para que essa prática seja efetuada e normalizada. Logo, se faz necessário a dissolução dessa problemática.
Diante do contexto atual, faz-se mister salientar sobre a importância de garantir educação financeira para todos no Brasil. Assim sendo, o Ministério da Educação (MEC) deve influenciar a sociedade a buscar conhecimento sobre finanças, por meio da apresentação de anúncios televisivos contendo os canais para obter tal informação de forma gratuita, a fim de que tais conteúdos alcancem todos os públicos e que a falta de conscientização sobre o assunto não seja mais um problema no país. Dessa forma, através do incentivo e acesso gratuito a esses itens será possível amenizar o cenário de atraso no que tange à administração econômica individual e domiciliar brasileira, além de evitar crescentes gastos excessivos.