A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 02/06/2020

O sociólogo Zygmunt Bauman,para descrever a sociedade contemporânea,utilizou a premissa “Consumo,logo existo”,na tentativa de denunciar a supervalorização da existência atrelada à obtenção de objetos.Conquanto,tal perspectiva tem se tornado gradativamente mais grave,devido à ausência de mecanismos que informem sobre os impactos do consumismo impulsionado pela mídia.Com efeito,cabe aferir a importância da educação financeira para promover o consumo consciente e diminuir o endividamento em solo tupiniquim.

Primeiramente,vale ressaltar a necessidade de prover a criticidade dos indivíduos diante das ferramentas do corpo social capitalista.Ademais,conforme a teoria do Fetichismo de Karl Marx,aliado ao conceito de Normalização de Michel Foucault,os bens materiais ao serem fetichizados passam a assumir valores que vão além da sua materialidade,tal qual compra de objetos somente por estarem sendo usados por uma pessoa famosa.A vista disso,esses artifícios que estimulam o consumo exacerbado e fazer com que essas práticas consumistas sejam naturalizadas e reproduzidas.Nesse prisma,a ausência de medidas que deem instruções para promoção de um planejamento financeiro contribui para o endividamento, devido à incapacidade de analisar e corrigir práticas consumistas.       Outrossim,é imprescindível analisar as consequências da ineficiência governamental em prover ações de instrução que promovam a moderação econômica por parte da população.Sob essa ótica,o decreto Nº7397,instituído em 2010,estabeleceu a Estratégia Nacional de Educação Financeira(ENEF),mobilização multissetorial que buscava fornecer e financiar deliberações que ajudassem a população a tomar decisões financeiras autônomas e conscientes.Entretanto,de acordo com o Serasa,o número de inadimplentes,em 2019,foi o maior em quatro anos.Seguindo essa linha de raciocínio,a ineficiência estatal,perante essa conjuntura,não só coopera para endividamento populacional,mas descumprir os princípios constitucionais.

Fica evidente,portanto, que o Estado e a mídia devem atenuar a desinformação no âmbito financeiro.Destarte,o Ministério da Educação,em parceria com os veículos televisivos,precisa instruir a população sobre modos eficientes de manobrar o dinheiro.Mediante programas engajadores nas emissoras de TV aberta em horário nobre,e com profissionais especializados,como as “digitais influencers” Nathalia Arcuri e Nath Finanças,no intuito de educar a população ao uso monetário de forma responsável,evitar o acúmulo de dívidas e consumo exacerbado.Sendo assim,contornando a análise de Bauman.