A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 05/06/2020

Na palestra ao TED-evento disseminador de ideias-a jornalista Nathalia Arcuri explica como,ainda na adolescência,poupou dinheiro para comprar seu primeiro carro.No entanto,na contemporaniedade brasileira as práticas da educação financeira,como a de economizar,não são muito utilizadas,apesar da importância delas para a plenitude do cidadão.Isso porque o ensino matemático básico é frágil e há ainda pouco incentivo para que as pessoas de classe média e de baixa renda acessem informações desse cunho,por isso é urgente a criação de estratégias para reverter tal panorama.

Em primeiro plano,o precário saber matemático de muitos brasílicos,comprovado pela colocação do Brasil entre os vinte últimos países na prova do Programa Internacional de Avaliação de Alunos(PISA) em 2018,afeta suas finanças pessoais.Nesse sentido,as contas de juros,de descontos ou de custos,não raro,são ignoradas o que torna o planejamento mensal do saldo do indivíduo uma ação atípica,trabalhosa.Sob essa óptica,Carolina de Jesus em seu livro Quarto de Despejo relata sua dificuldade em determinar o quanto de alimento poderia comprar com seus centavos de cruzeiros.Sendo assim,os cidadãos,em grande parcela,não possuem ciência precisa de sua capacidade monetária e são candidatos à inadimplência.

Ademais,muitas das pessoas de baixa renda ou classe média são alheios aos benefícios da educação financeira pela esteriotipação dessa administração do dinheiro como pertencente à elite.Uma vez que muitos dos conteúdos de finanças,como ‘‘A Mente Milhonária’’ de Eker, possuem uma realidade distante do proletariado desincentivando-o a acessá-los.Consoante a isso,alguns canais recentes do ‘‘Youtube’’ como o Me Poupe e o Blogueira de Baixa Renda retratam o assunto sob uma visão mais próxima a do assalariado e possuem muitos seguidores que descobriram,por intermédio deles a possibilidade de gerenciarem melhor seus recursos.Então, é notório que o entendimento acessível  de economia precisa ser mais motivado.

Depreende-se,portanto,a relevância de que mais brasileiros realizem atitudes fundadas na educação monetária.Para isso,cabe as instituições escolares ampliarem o ensino de matemática aplicada as finanças,por meio de projetos que simulem a vida adulta ,como a comparação das vantagens de uma compra à vista ou parcelada, a fim de preparar os alunos para o mercado consumidor e estimular a conversa sobre o assunto em suas casas.Outrossim,é necessário que mais marcas comerciais motivem canais e blogs com informações de linguagem simples e didática sobre economia,por meio de patrocínios,no fito de incluir as pessoas de classe média e baixa renda nesse universo.Dessa forma,pressuõe-se que mais cidadãos se assemelhem à jornalista Nathalia no aspecto econômico.