A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 05/06/2020

Após a primeira Guerra Mundial, na década de 20, os Estados Unidos da América (EUA) experimentaram um período de grande ascensão econômica. Contudo, esse crescimento desenfreado aliado à falta de administração financeira, levou a um momento de crise, conhecido na história como a Crise de 1929, que prejudicou a economia norte americana e de diversos países conectados a ela. Nesse sentido, percebe-se que a falta de uma de educação monetária e a sua não implementação corretamente podem levar a danos econômicos em toda uma nação. Logo, são necessárias medidas que auxiliem na efetiva elaboração de uma política financeira no Brasil.

Em primeiro lugar, deve-se pontuar a importância da educação financeira na vida dos cidadãos e o que a falta dela pode provocar. Exemplificando isso, tem-se o filme “Delírios de consumo de Beck Bloom”, em que a personagem principal, apesar de possuir uma renda fixa, não conseguia controlar seus gastos e administrar suas finanças e desse modo, sempre estava atolada nas dívidas do cartão de crédito. Diante disso, percebe-se que essa educação é importante para organização de um futuro financeiro e da segurança patrimonial, e, isso, reflete diretamente na qualidade de vida do cidadão. Por outro lado, é notável que a falta desse tipo de educação gera problemas sociais como o endividamento e o desemprego.

Além disso, nota-se que apesar de existirem algumas políticas ligadas ao viés financeiro, nem sempre há uma concreta implementação dela. Assim, o Ministério da Educação, no ano de 2018, incluiu a temática da educação financeira na Base Nacional Curricular Comum (BNCC) que orienta as propostas pedagógicas municipais e estaduais. Entretanto, observa-se que apesar de estar no currículo, ainda existe uma relutância de alguns educadores em abordar essa temática, talvez por falta de conhecimento ou por não sentirem a necessidade de ensinar às crianças como fazer esse controle monetário.

Portanto é preciso a tomada de medidas que visem melhorar essa questão no ensino brasileiro. Dessa forma, o Ministério da Educação, órgão responsável pela tratativa pedagógica no país, em parceria com as escolas particulares, deverá promover cursos de educação em finanças aos professores e educadores, em plataformas online ou por meio de palestras, com certificado para a contabilização de horas, a fim de que os mesmos consigam entender a necessidade desse tema no futuro do jovem e de sua família. Ao mesmo tempo, o Governo Federal, deverá lançar campanhas públicas, nas redes sociais e na televisão, sobre a importância dessa política e exemplificar como a falta da educação financeira pode interferir na economia de toda a comunidade brasileira.