A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 11/06/2020

Publicada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos o direito à educação e ao bem-estar social. No entanto, para boa parte do povo brasileiro, algumas áreas do conhecimento vêm tendo seu ensino negligenciado, como é o caso da educação financeira. Nessa perspectiva, é essencial entender o quanto a carência da aprendizagem desta pratica pode ser prejudicial à população.

Antes de tudo, é preciso enxergar que, no Brasil, a falta de organização financeira vem de berço. Uma vez que o conceito não se mostra devidamente abordado e difundido entre as gerações mais velhas, não só de forma ampla, mas também acessível, torna-se justificável o resultado da pesquisa liberada pela plataforma UOL, que aponta que mais de 62 mil brasileiros fecharam o ano de 2018 com contas atrasadas e CPF negativado. Sendo este número equivalente à quase 41% da população adulta do país, conclui-se que esse (mal) exemplo vem sendo transmitido às novas gerações. Dentro dessa realidade, é inaceitável que não seja fornecido a todos o acesso ao aprendizado sobre finanças.       Ademais, pode-se observar também a maneira como a população tende a permanecer estagnada, cada um em sua respectiva classe social, por boa parte da vida. Uma vez que não se recebe instrução necessária sobre formas saudáveis de crescimento econômico, torna-se cada vez mais difícil para os cidadãos atingir níveis mais altos e enriquecer a partir da organização das finanças. Sendo assim, acabam por se perpetuar situações de desigualdade que poderiam ser combatidas, ao propósito de não permitir que a realidade do país se aproxime das enormes dificuldades financeiras retratadas na obra “Quincas Borba”, do autor realista brasileiro Machado de Assis. Com isso, é de suma importância que a pauta do acesso ao ensino desta área de conhecimento seja revista.

Em virtude do que foi mencionado, é certo que algumas mudanças precisam ser feitas. Cabe ao Ministério da Educação, por meio da aprovação de um projeto de lei junto à Câmara dos Deputados, o desenvolvimento de um curso abordando noções básicas de finanças pessoais, que será distribuído gratuitamente aos alunos da rede pública e contará com vagas que poderão ser preenchidas pelos pais ou responsáveis do aluno matriculado, a fim de expandir o ensino dessa técnica. Por conseguinte, pretende-se começar a combater a questão da desigualdade no Brasil utilizando os conceitos da educação financeira.