A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 01/07/2020

Em decorrência da crise de 1929 e o crash da bolsa de valores, 15 milhões de pessoas  ficaram desempregadas, os indivíduos começaram a viver de doações, o que gerou problemas de saúde mental e suicídios. Com isso, se tivessem tido educação financeira não teria acontecido a crise da forma terrível que aconteceu. No Brasil, milhares de pessoas têm seu bem-estar afetado por causa da ausência do controle financeiro ao longo da vida. Nesse contexto, deve-se analisar como a carência do estudo monetário desde a infância prejudicará na vida adulta dos indivíduos.

Em primeira análise, a pouquidade do ensino financeiro para as crianças contribui com a falta de conhecimento de administração de dinheiro. De acordo com o sociólogo francês Pierre Bourdieu, o sistema aberto de disposições, ações e percepções que os indivíduos adquirem com o tempo em suas experiências sociais, e isso faz com que aquilo fique para vida toda. Dessa forma, apenas 25% dos jovens de 18 a 30 anos fazem  controle financeiro, conforme a pesquisa feita pelo SPC Brasil, em agosto de 2019. Logo, é evidente a importância de saber administrar desde a infância para evitar problemas monetários futuros.

Ademais, nota-se, ainda, que a escassez do conhecimento financial ao decorrer da vida contribui com o número de pessoas endividadas. Em abril de 2020, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o número de famílias com dívidas na pandemia do covid-19 é de 66,6% – o maior percentual desde o início da realização da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), em janeiro de 2010. Sob tal ótica, foi criado o Auxílio Emergencial, para os brasileiros por causa da queda da economia devido o novo coronavírus, pensando nisso, a Nath Finanças, estudante de administração, faz vídeos no Youtube ensinando as pessoas a render o dinheiro do auxílio e quitar as dívidas.

Torna-se evidente, portanto, que a questão da educação financeira no país precisa ser revista. Em razão disso,  as famílias devem incentivar as crianças a controlar o próprio dinheiro, por meio de cofrinhos, com intuito de fazer com que a criançada criem responsabilidade e independência financeira ao decorrer dos anos. Outrossim, o Governo deve, em parceria com os bancos, criar um aplicativo gratuito que ajude os indivíduos a planejar o seu dinheiro, com dicas de especialistas. Assim, o Brasil não repetirá os mesmos erros da crise de 1929.