A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 10/06/2020
Na Grécia Antiga eram comuns dentro das Ágoras debates da vida econômica e financeira da Pólis. Nesse contexto, observa-se, desde a Antiguidade, a notoriedade da educação financeira na vida de um cidadão, sendo que hodiernamente, essa formação repercute diretamente no controle de gastos pessoais e na qualidade de vida das pessoas.
A priori, o planejamento financeiro pessoal é um dos pontos que mais reflete o nível educacional financeiro de um indivíduo. Nessa perspectiva, uma vez que a abordagem da educação financeira trata sobre temas como administração e direcionamento salarial, percebe-se que um indivíduo que detém tais conhecimentos dificilmente sofrerá com crescentes endividamentos, os quais são proporcionados muitas vezes por gastos excessivos ou por aquisição de empréstimos e dívidas que não conseguirá arcar. Todavia, apesar dos benefícios dessa modalidade educacional, muitos não se interessam pela temática, o que consequentemente, direciona a uma instabilidade financeira, como visto em estimativas do Sistema de Proteção ao Crédito( SPC Brasil ), as quais evidenciam que cerca de 4 a cada 10 brasileiros terminaram o ano de 2018 com alguma conta atrasada.
Ademais, a qualidade de vida de uma pessoa também está relacionada a educação financeira que detém. Sobre esse viés, tendo em vista que um estudo mais aprofundado sobre finanças, com leituras dentro dos âmbitos de controles salariais e de investimentos, pode proporcionar uma redirecionamento do dinheiro que se ganha bem como uma aumento desse, através da compra de “ativos”- recursos físicos ou titulares que oferecem por meio de valorização no mercado ou juros, lucros-, o que pode promover a aquisição de bens, como imóveis,de serviços, como plano de saúde e de entretenimentos, como viagens, o que está relacionado a qualidade de vida. Porém, os custos que permeiam a aquisição de cursos financeiros, os quais muitas vezes ultrapassam o limite aquisitivo de muitos, é um fator que desestimula ou impossibilita muitas pessoas de terem uma educação financeira.
Assim, verifica-se a importância da educação financeira na vida do cidadão, a qual repercute no seu controle de gastos e na sua qualidade de vida. Contudo, problemas como o interesse por essa educação bem como os custos de adquiri-la, inviabilizam uma formação básica nessa área. Dessa forma, é necessário que o Ministério da Educação, por meio da alteração da Base Comum Curricular, introduza matérias específicas na vida estudantil dos alunos, que tratem sobre princípios financeiros básicos, bem como investimentos, para com isso, desenvolver dentro do que virá a ser a base cidadã do país o interesse por essa modalidade educacional e os conhecimentos sobre ela, o que eliminaria, a longo prazo, a ignorância financeira.