A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 22/06/2020

O livro “O homem mais rico da Babilônia” de George Clason apresenta muitos ensinamentos sobre como evitar dívidas e administrar as finanças e investimentos para tornar-se um indivíduo economicamente consciente. Diante disso, evidencia-se a importância da educação financeira na vida do cidadão, como ferramenta social indispensável para a formação de uma sociedade mais promissora. No entanto, no que diz respeito a promoção da ideia, observa-se um cenário desafiador, seja em virtude da falta de debate, seja pela busca por prazeres momentâneos.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação, a ausência de discussão da temática. Nesse sentido, Habermas defende que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Por esse motivo, se há um silenciamento, menor a chance de atuação. A partir desse contexto, nota-se que a educação financeira ainda é pouca debatida no dia a dia das pessoas, visto que o percentual de inadimplência da população tem crescido cada vez mais, o que poderia ser revertido caso houvesse um planejamento melhor do dinheiro.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão do desejo por prazeres passageiros. De acordo com o Hedonismo, filosofia grega, o prazer é o bem supremo da vida humana. Nessa perspectiva, essa procura é justificada como o sentido da vida moral. Todavia, no campo econômico, isso caracteriza-se como uma consequência da inexistência da saúde financeira, que tem a tendência de ser mais racional e menos imediatista. Assim, se fosse educado, o cidadão mostraria-se bem mais preparado e seletivo quanto as suas reais necessidades, dando prioridade para elas e impedindo que se endividasse por razões mais supérfluas.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. O Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Economia, devem promover com mais intensidade nas escolas o ensino de educação financeira desde cedo, incitando o interesse das crianças pelo assunto, por meio de jogos educativos e dentro das próprias disciplinas da grade curricular, seja em matemática, sociologia ou outras, e também realizar rodas de conversa com especialistas, abertas também á comunidade, a fim de que mais cidadãos possam entender a importância de educar-se financeiramente e mostrem-se mais preocupados com o uso responsável de suas economias.