A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/06/2020

No século XX, constatou-se a queda do modelo fordista, nos EUA, que desenvolveu o “American Way of Life” para ressarcir os danos causados ao país. Tais fatos fizeram com que esse estilo de vida expandisse mundialmente, principalmente, por ser uma tática de sucesso, o qual o consumo transfigura-se como algo exacerbado na sociedade, que torna os cidadãos reféns desse, por serem despidos de informação e pela influência midiática. Desse modo, esse povo depara-se com desafios para erradicar essa problemática.

De início, é indubitável que a falta de conhecimento sobre o consumo aumentou na última década, devido ser algo pouco abordado nas instituições de ensino. Nessa perspectiva, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo é construído a partir de suas experiências e aprendizados até a fase adulta. Sob tal ótica, percebe-se que a sociedade do século XXI consome por vaidade, a qual o ter é mais importante do que o ser, devido ao descaso da educação financeira. Por conseguinte, essa debilidade leva a transtornos compulsivos e à perda da boa convivência social.

Outrossim, vale ressaltar que a influência da mídia acresceu na sociedade, principalmente, entre os internautas nas redes sociais. Nesse sentido, conforme o escritor George Orwell, a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa. Essa realidade torna-se evidente, já que os influenciadores digitais promovem ações para o consumo de marcas, visto que atinge um grande público, essas marcas remuneram tais ações. Além disso, o mundo globalizado abriu portas para a manipulação e alienação, o qual os usuários são analisados pelos sistemas, sendo apresentado somente o que é atrativo para o consumo pessoal. Dessa forma, contribui-se para a perpetuação desse tipo de ação negativa.

Por tudo isso, para que haja uma melhora nesse cenário de educação financeira, é imprescindível esforço coletivo entre as comunidades e o Estado. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Governo Federal, inserir profissionais financeiros nas escolas e incorporar psicólogos nessas instituições, por meio de verbas governamentais e programas de assistência aos jovens. Ademais, devem propor uma reeducação social, mediantes campanhas educacionais, em jornais e revistas, com o intuito de promover a conscientização da população, alcançando, por fim, maiores taxas do desenvolvimento financeiro na sociedade.