A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/06/2020
Com o advento da Primeira Revolução Industrial no século XVIII, houve uma intensificação das produções com um único motivo: o lucro. Desse modo, empresas começaram a se expandir, o que culminou na propagação de seus produtos de uma forma mundial, gerando uma sociedade marcada pelo consumismo desmedido. Nos dias atuais, no entanto, observa-se que tal acontecimento é responsável por desencadear altos índices de dívidas, que tornam os cidadãos passivos no poder de compra. Dessa forma, como principal causador dessa problemática, se destacam as estratégias coercivas usadas por empresas e o pouco conhecimento à respeito do tema por parte da população brasileira.
Mormente, é necessário abordar o problema das dívidas sob perspectiva capitalista. Nesse sentido, fica evidente que diversas empresas como bancos e lojas utilizam de estratégias desonestas para promoverem seu negócio. Entretanto, isso se torna preocupante quando são omitidos dados relevantes como juros e taxas, que são os mais responsáveis pelas disfunções financeiras. Assim, os cidadãos se encontram diante de propostas que, a primeira vista, parecem benéficas, mas acabam esquecendo de ver as onerosas taxas, que ficam, na maiorias das vezes, reduzidas e pouco transparentes. Logo, como prova desse impasse, Zigmunt Bauman em seu livro “A arte da vida” promove uma reflexão sobre os males do consumo, destacando as estratégias capitalistas que promovem atitudes irracionais por parte da população.
Além disso, os CPFs negativados são desfechos da falta de educação dos brasileiros. Nesse viés, a Constituição Federal de 1988 foi responsável por tornar a educação obrigatória no Brasil, fazendo com que crianças e jovens tenham o dever se frequentar o ambiente escolar. Todavia, a maioria dos adultos que já detinham idades avançadas não puderam usufruir desse bem, fazendo com que eles passassem os anos sem saber os assuntos básicos como matemática, área fundamental para a administração do dinheiro. Com efeito, esse grupo mais velho abriga as principais vítimas da ação das empresas, pois não tem os conhecimentos básicos para compreender as intenções e estratégias do mundo Capitalista, promovendo dívidas e enganos que poderiam ser resolvidos por meio da educação.
Em suma, medidas são necessárias para amenizar o problema das dívidas. Cabe ao MEC (Ministério da Educação e Cultura), por meio de parcerias com universidades de economia, criar cursos de educação financeira para o corpo social. Isso será feito por meio da disponibilidade de salas, que terão como professores os alunos das instituições, principalmente os que estejam próximos do término de sua faculdade. Além disso, é fundamental a discussão sobre a importância do conhecimento das estratégias usadas pelas incorporações. Com isso, tende-se a construir um país menos endividado.