A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 25/06/2020
John Locke em Tábua Rasa conceitua que o comportamento do indivíduo não é inato, posto que a experiências sociais fortalecem valores e discursos na conduta social e pessoal. Em face desse pensamento, a educação financeira é capaz de proporcionar impactos positivos na esfera socioeconômica dos brasileiros e a ressignificação do consumo de bens e serviços na sociedade capitalista vigente. Com isso, essa vertente oferece oportunidade de consolidar o pensamento crítico e no desenvolvimento do equilíbrio na economia no Brasil.
Em primeiro plano, a inteligência financeira é essencial para romper a vulnerabilidade social ao consumismo midiático. Nesse sentido, o sociólogo Adam Smith afirma que “o que vai gerar a riqueza das nações é o fato de cada indivíduo procurar o seu desenvolvimento e crescimento econômico pessoal”. Assim, reforça, no contexto de educação financeira, que a capacidade crítica é capaz de fortalecer a gestão de recursos, a iniciativa de investimento de capital e propor uma identidade independente capaz de fragilizar o discurso comercial consumista e efêmero proposto pela mídia.
Outrossim, a educação financeira auxilia no desenvolvimento socioeconômico sustentável. Isso porque rompe o paradigma do consumo massificado resultante do movimento capitalista presente na atual conjuntura social. Nesse contexto, desprende-se do Fetiche Mercadológico citado por Karl Marx, o qual afirma que os produtos da sociedade de consumo ultrapassam as características materiais e assumem valores simbólicos. Com isso, contrário ao conceito do sociólogo, além de atuar no equilíbrio econômico macro e microssocial, a educação financeira regula o mercado e fortalece o pensamento de consumo consciente e da sustentabilidade na sociedade brasileira.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação assegurar a educação financeira para os cidadãos brasileiros por meio da implementação de disciplinas pertinentes desde o ensino básico e, também, da organização de projetos escolares, a fim de possibilitar o desenvolvimento do senso crítico e a capacidade de gestão de capital de forma consciente e equilibrada. Ademais, cabe a mídia, no exercício do seu papel social, a repercussão de campanhas e informações acerca da importância do consumo consciente e do papel do indivíduo no estabelecimento do equilíbrio econômico do país.