A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 25/06/2020
“Trata-se do processo no qual os indivíduos melhoram a sua compreensão em relação ao dinheiro e produtos com informação, formação e orientação.” Esse conceito de educação financeira, proposto pela ENEF (Estratégia Nacional de Educação Financeira), faz menção a um tema pouco debatido entre os cidadãos brasileiros, todavia de grande relevância, o qual impacta na administração indevida das finanças e na acumulação exacerbada de dívidas.
Consoante Arthur Lewis “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”, nesse sentido é possível compreender a importância de ser educado financeiramente, considerando a obtenção de bons resultados. Uma grande parcela da população encontra dificuldades para administrar o seu dinheiro, preocupando-se apenas com o presente. Quando se deparam com produtos que lhe agradam, num primeiro instante, acabam gastando mais do que o necessário, tendo em vista um prazer momentâneo.
Segundo pesquisa feita pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) 48% dos consumidores brasileiros tiveram o CPF negativado em razão de dívidas em atraso. Esse dado explicita a magnitude da deficiência educacional dos cidadãos brasileiros ao lidar com suas finanças, gerando um acúmulo de dívidas. Nesse contexto, surge a relação custo-benefício que relaciona os benefícios de uma determinada compra com o seu custo. Para que essa relação seja vantajosa é preciso obter benefícios maiores que os custos, em termos monetários.
Por conseguinte, entende-se a relevância do tema supracitado e a indispensabilidade de abordá-lo. Dessarte, faz-se imprescindível a implementação de palestras temáticas a respeito da educação financeira, por parte de instituições públicas e privadas de ensino, mediante cursos de capacitação para profissionais lecionarem nesses locais, a fim de instruir os alunos, mesmo os mais novos, a lidar de forma apropriada com suas finanças, para que se tornem adultos conscientes financeiramente.