A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 27/06/2020
As riquezas de um povo pobre
Na comédia brasileira “Até que a sorte nos separe” uma família se vê constantemente enriquecendo e logo empobrecendo, por conta de nunca saberem gerenciar seus valores, a comédia possui três longa-metragens com o mesmo roteiro: ganham dinheiro para depois perdê-lo novamente. De forma similar, essa seria a realidade de muitas pessoas que, inconscientes da crítica dos filmes, também não sabem administrar seu dinheiro da melhor forma. Logo, cabe analisar à esse quadro problemático.
Inicialmente, cabe repensar a realidade atual de inadimplência popular. Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) indicam que anualmente a porcentagem da população brasileira que está endividada, que era 25% em 2018, apenas têm aumentado. O presidente do CNDL afirma que essa elevada quantia de devedores se deve ao brasileiro não saber gerenciar o próprio dinheiro, evidenciando a importância do conhecimento de finanças.
Todavia, cabe ressaltar que a educação financeira traz apenas benefícios para os indivíduos, e consequentemente para a sociedade em que estão inseridos. Segundo Paulo Freire “Educação não muda o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas mudam o mundo”. O que é confirmado por Ana Leoni, superintendente da educação financeira da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e Capitais (ANBIMA) que defende a intervenção de ensino financeiro para crianças desde cedo.
Dessa forma, torna-se necessário obter subterfúgios a fim de viabilizar a educação financeira para toda a população. Portanto, faz-se axiomático que o Ministério da Educação trabalhe em parceria com redes televisivas para, além de proporcionar o ensino de finanças na escola, também elaborar um plano de reeducação financeira da população geral por meio da mídia, com o auxílio de profissionais pedagogos e economistas. Assim, a população há de atingir melhores condições financeiras.