A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 27/06/2020

Durante os anos de 1920 a 1928, houve nos EUA um grande crescimento na economia conhecido como “Roaring Twenties” (loucos anos vinte). Essa euforia econômica e a ausência de planejamento financeiro eram refletidas na população através da compra desenfreada de bens materiais, que futuramente desencadearia a Grande Depressão. Atualmente, a falta de educação financeira ainda é um problema para a sociedade, o consumismo desenfreado e a ausência de conhecimento básico sobre como lidar com o dinheiro são consequências disso.

Comumente, é possível observar nos jornais o crescimento do consumismo, principalmente entre jovens, pois, estão entrando agora no mercado de trabalho. De acordo com o SPC, 63,2 milhões de pessoas estavam com o nome sujo em abril de 2019. Isso é reflexo da ausência de educação financeira, em que os cidadãos não aprenderam a fazer uma gestão do dinheiro e o consumo desenfreado se torna nocivo. Ademais, os jovens entram no mercado de trabalho sem o conhecimento básico sobre como lidar com o capital, como resultado, gastam mais do que podem pagar e se tornam insolventes civis ainda no começo de suas carreiras.

Como consequência desses gastos descontrolados, o número de endividados no país apenas cresce e pode desencadear um efeito dominó. Caso haja um alto índice de pessoas devedoras, a tendência é o mercado ter uma estagnação, em seguida, como resultado da falta de demanda, parte das empresas podem chegar à falência, assim, o número de desempregados tende a crescer e gerar mais dívidas. Além disso, haveria uma redução na produtividade das indústrias que levaria a queda da renda familiar, por conseguinte, a recessão do PIB seria resultado de todas essas desventuras, tendo assim, uma possível crise.

Portanto, nota-se que a falta da educação financeira afeta diretamente a vida do cidadão. Logo, cabe ao Ministério da Educação, por ter a responsabilidade de levar educação de qualidade para todos, dar continuidade ao projeto de inclusão da educação financeira na carga horaria das instituições de ensino, por meio dos projetos de leis já existentes. Além disso, o mesmo, em parceria com o SEBRAE, poderia disponibilizar cursos de capacitação nessa área, por meio de campanhas educacionais nos municípios ,para que, assim, o consumismo desenfreado seja reduzido na sociedade.