A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 03/07/2020

O livro O cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a falta de educação financeira afeta a sociedade como todo. Assim seja pela deficiência de ensino das escolas em como usar o dinheiro, seja pela carência de conscientização do governo, o problema permanece silenciosamente afetando grade parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, questões sociais estão intimamente ligadas escassez da educação financeira. Nesse âmbito, a cegueira moral, fenômeno exposto por José Saramago em sua obra ”Ensaio sobre Cegueira“, caracteriza a alienação da sociedade frente às demais realidades sociais, a qual é fomentada pela deficiência de ensino. Logo, é mister providenciar uma reconfiguração no ensino para formar indivíduos conscientes e auto reflexivos, capazes de intervir e melhor a sociedade em que vivem.

Em primeiro lugar, é indiscutível que o poder público se omite frente ao agravamento da situação. Segundo a Constituição, é dever do Estado promover o bem de todos, porém não é isso que se observa quando o assunto é a imperfeição da educação financeira. Isso ocorre porque o problema maior na legislação, em sentido lato, consiste no fato de que a teoria nem sempre é aplicada na prática. Logo, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.

​      Portanto, diante desse entrave na sociedade é prudente a tomada de atitudes para ajudá-lá. Dessa forma, diante da falta de educação financeira é cabível ao governo promover a conscientização da população através de palestras e divulgação nas mídias. Para que, assim, a sociedade não sofra com esse problema.