A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 01/07/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a ausência da educação financeira torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de investimento, seja pela negligência familiar, o problema permanece afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Primeiramente, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que a falta de investimento leva o país de encontro a essa concepção idealizada por Quaresma. Isso porque, mediante à baixa atuação dos setores governamentais, o cidadão fica a mercê da própria sorte. Segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), qualquer país só evoluirá quando houver políticas públicas eficazes para combater os problemas sociais. Portanto, o legado de negligência e ignorância frente à desinformação financeira persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.

Em segundo lugar, é importante destacar que a negligência da família corrobora de uma forma intensiva para o entrave. Na maioria das vezes, as famílias pensam que não há necessidade de ensinar às crianças uma educação financeira plausível e acaba não favorecendo esse tipo de educação e trás, possivelmente, um reflexo problemático. Há dados estatísticos que comprovam um número elevado e crescente de jovens endividados no Brasil e isso poderia ser otimizado se a educação financeira fosse inserida no cotidiano escolar e familiar. Logo, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para que o problema discorrido seja coibido. Para tanto, cabe ao Governo, juntamente com os canais midiáticos, promover programas educativos. A ideia é que as programações, apresentem, de forma lúdica, o impacto causado pela desinformação financeira a fim de ajudar a população em geral a planejar seus gastos, ver o que é ou não necessário e entender o papel dos juros. Dessa maneira, notar-se-á uma melhora na população, tornando-se