A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 03/07/2020
No filme “Até que a Sorte nos Separe”, Tino, um chefe de família tem a sorte de ganhar na loteria e se tornar rico, porém devido a sua ostentação ele vai a falência dentro de dez anos. Na narrativa, fica claro que a situação se dá a partir da falta de consciência econômica do protagonista e sua família. Fora das telas, o problema da falta de educação financeira no Brasil existe, e está atrelado a falta de instrução e ao consumo impulsivo, por isso, medidas são necessárias para o combate ao entrave.
Primeiramente, cabe ressaltar que a desinformação contribui para a propagação da problemática. Nesse sentido, os indivíduos tendem a não planejar sua vida financeira e então perdem o controle de seus gastos, tendo um déficit ao final do mês. Isso, pode ser comprovado pelo estudo do Banco Mundial sobre a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef) -um projeto para implementar a educação financeira na Base Nacional Comum Curricular- que mostra um aumento na maturidade econômica dos alunos brasileiros. Logo, a aplicação de métodos de capacitação financeira são meios de reverter a situação.
Em segundo lugar, o consumismo é um fator que provém da falta de controle econômico e contribui à inconsciência orçamentária. Pois, as compras são feitas por impulso em busca da sensação de prazer, independente da necessidade ou consequência que aquela ação trará. Conforme dados registrados pelo Serviço de Proteção ao Crédito, em 2018, mais de 60 milhões de brasileiros estavam endividados, esse levantamento expõe a relevância da organização dos gastos, e ressalta o perigo da impulsividade no momento de adquirir um produto. Enfim, o hiperconsumo constituí um obstáculo frente à planejamento financeiro.
Em suma, a problemática ainda existe e necessita de solução. Deste modo, cabe ao Governo, a partir do Ministério da Educação, garantir a aplicação da ENEF e por meio dela criar eventos educativos nas escolas -como gincanas e feiras empreendedoras-, sobretudo no início do ensino fundamental, com o objetivo de formar gerações futuras mais conscientes sobre as suas finanças. Portanto, poder-se-á atenuar a realidade retratada pelo filme “Até que a Sorte nos Separe”.