A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 03/07/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista e acredita em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a educação financeira torna o país cada vez mais distante do imaginado pela personagem. Nesse âmbito, seja pela ineficiência do governo, seja pela influência midiática, o problema exige uma reflexão urgente.

É necessário destacar, a priori, que a idealização de Quaresma distancia-se ainda mais da realidade brasileira, visto que os desmazelos das instâncias governamentais contribuem para a continuidade da problemática. Sob tal ótica, segundo Aristóteles, a política serve para garantir o bem-estar e a felicidade da população, contudo isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, apesar de a Constituição Federal Brasileira garantir o direito básico à educação, o legado de negligência e ignorância em relação à administração monetária persiste e impede que o país prospere rumo ao desenvolvimento social pleno. Logo, é necessário que um cidadão tenha o conhecimento básico de como gerir o dinheiro conquistado com o esforço do trabalho.

Ademais, é imperativo pontuar que a atuação dos meios midiáticos corrobora de forma intensiva esse entrave. Nesse viés, de acordo com Joseph Goebbel, ao afirmar que algo só se torna verdadeiro ao ser veiculado constantemente, ratifica como a mídia e a publicidade, erroneamente, são utilizadas para estimular o consumismo. Desse modo, esse meio de divulgação funciona como mecanismo de coerção, sobretudo dos jovens, os quais são cativados, por meio de anúncios e propagandas a consumirem produtos, apenas para se inserirem em determinados padrões impostos pela sociedade. Assim, esses indivíduos, desde cedo, gastam dinheiro desenfreadamente sem a percepção correta sobre como lidar com as finanças.

Diante disso, medidas são necessárias para mitigar essa problemática. Para tanto, cabe ao MEC (Ministério da Educação) orientar os alunos sobre a importância de gerenciar os recursos financeiros, por meio de palestras e debates nas escolas – que têm como função social formar alunos reflexivos e conhecedores dos seus direitos e deveres - a fim de aprimorar o aprendizado quanto ao assunto e, com isso, estimular o senso crítico dos estudantes. Dessa forma, notar-se-á uma melhora no cenário nacional e maior aproximação do ideário de Policarpo Quaresma.