A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 01/07/2020
Policarpe Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, a relevância da didática financeira na vivência do cidadão torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela má administração das finanças, seja pelo consumo excessivo, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que a má logística das finança leva o país de encontro a essa concepção idealizada por Quaresma. Isso porque, mediante à baixa atuação dos setores governamentais, o cidadão fica à mercê da própria sorte. Segundo a UNESCO, qualquer país só evoluirá quando houver políticas públicas eficazes para os problemas sociais. Portanto, o legado de negligência e ignorância frente à administração incorreta de bens pessoais persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.
Em segundo lugar, é importante pontuar que o consumo desmoderado corrobora de forma intensiva para o entrave. Isso pelo fato do consumo ser um sinônimo de felicidade e bem-estar, e até mesmo de prestígio e de status. Dessa forma, verifica-se que de acordo com o economista William Henry, “o fim material de toda a actividade humana é o consumo”. Por esse motivo, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa se consciencializar.
Portanto, faz-se necessário uma intervenção pontual no problema. Assim especialistas no assunto, com o apoio de órgãos também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a educação financeira. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertam sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciam o vício. É possível, também, criar uma “hashtag”, afim de conscientizar a população sobre as consequências que determinados canais de comunicação dão ao assunto. Talvez, assim, seja possível construir um país de que Policarpe pudesse se orgulhar.