A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 05/07/2020
Na obra “Os grandes sertões” de Graciliano Ramos, Seu Tomás é muito admirado pela sua intelectualidade e posses materiais, sobretudo, por possuir a cama dos sonhos de Sinhá Vitória. Fora da ficção, vários brasileiros consomem gradativamente, estimulados pelos veículos de massa. A era do consumismo vivenciada pós-revolução industrial atrelada ao déficit de educação financeira nas escolas, gera um aumento de indivíduos com dívidas no cotidiano. Nesse sentido, é necessário que a sociedade seja orientada a respeito de finanças desde cedo.
É importante analisar o crescente consumo da população, característica adotada do “American Way of Life” que surgiu nos Estados Unidos, em 1910. Notoriamente, as propagandas presentes por toda parte e a obsolescência programada, a qual diminui o tempo de vida útil dos aparelhos, configuram uma estratégia das empresas em aumentar a suas vendas. Diante disso, os brasileiros compram bens materiais acima da sua capacidade financeira, consequentemente, fica endividado. Destarte, a consciência em administrar as verbas deve ser estimulada para diminuir essa problemática.
De modo igual, apesar da educação financeira ter sido incorporada na Base Nacional Comum Curricular, é de extrema importância que entre, de fato, em práticas nas escolas do Brasil. Porém, essa temática é pouco falada e as autoridades governamentais, bem como os veículos de mídia possuem uma mínima preocupação acerca dessa questão. Consequentemente, muitos indivíduos terminam o ensino médio e iniciam a fase adulta com poucos conhecimentos financeiros.
A necessidade de haver educação financeira para todos os cidadãos é grande. Logo, com a intenção de reduzir os problemas financeiros, é indispensável que o Tribunal de Contas da União envie capital que, por intermédio do Ministério da Cultura e da Educação, será investido em cursos, debates, cartazes e palestras com o intuito de alertar a importância dos conhecimentos da educação financeira.