A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 04/07/2020
Em meados do século XX, o Alemão Bertolt Brecht afirmava que “Nenhum problema nos deve parecer natural, nem impossível de ser mudado". Nesse sentido, a questão da financeira no Brasil, passar pela má formação educacional, é urgente que mudanças significativas aconteçam. Sob essa perspectiva, pode se entender que a ineficiente gestão estatal e a compactação da sociedade são, sem duvidas, canalizadores desse panorama.
Em primeiro plano, sob a ótica sociopolítica, a educação financeira é dificultada pela displicência operacional do Estado em promover políticas públicas que visem à conscientização da população. Isto decorre do esfacelamento ético do poder público que secundariza pautas educacionais em desvantagem de interesses subjetivos que visem à perpetuação do político no poder.
Ademais, em uma segunda análise, a dificuldade de superar essa problemática é auxiliada pela compactação da população. A concepção desse fato decorre de pais que não normalizam o hábito de dialogarem com os seus filhos sobre os temas relacionados ao dinheiro, além também de não dar, autonomia para eles poderem administrá-lo, por meio de mesadas ou poupanças, criando, assim, um quadro no qual os jovens não possuem muita noção de como se planejar financeiramente. Posto isso, a educação familiar acaba indo na contramão do pensamento defendido pelo filósofo Michael Foucault, em sua teoria da Normalização, qual afirma que certos comportamentos e ideias são considerados naturais, por meio de intensa repetição no cotidiano do indivíduo.
É evidente, que a Secretaria Nacional de Propaganda em parceria com as mídias - televisão, rádio e internet - produzam, com professores e especialistas em economia, campanhas educativas, com intuito de orientar e alertar sobre os esquemas de juros atribuídos às parcelas e empréstimos, além também de mostrar a importância de desenvolver um planejamento financeiro, melhorando, assim, essa problemática no país.