A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 05/07/2020

Segundo o presidente da confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), José Cesar da Costa, mesmo diante das crises econômicas recentes, o brasileiro não aprendeu a gerenciar melo suas finanças. Sob essa ética, é inegável a crucialidade da disciplina financeira para a promoção do bem-estar do homem moderno. No entanto, ao se observar o caráter excludente da educação monetária do cidadão, é notório que essa imprescindibilidade não tem sido considerada no país. Nesse sentido, pode-se afirmar que a negligência educacional e a escassa abordagem do problema agravam essa situação.

Primeiramente, deve-se pontuar que o Brasil é, infelizmente, um país estratificado e desigual. Desde sua gênese (considerando-se a perspectiva ibérica), a América foi pensada como uma colônia de exploração, na qual a educação não só era desestimulada, como era proibida. É dentro desse contexto exploratório que se estruturou a sociedade brasileira, a qual tem- como uma das consequências “modernas”- a ausência da educação financeira em meio a uma sociedade necessitada da conscientização da situação monetária de cada indivíduo. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Outrossim, questões sociais estão intimamente ligadas à instrução pecuniária, Nesse âmbito, a cegueira moral, fenômeno exposto por José Saramago em sua obra " Ensaio sobre a Cegueira" caracteriza a alienação da sociedade frente às demais realidades sociais, a qual é fomentada pela pouquidade  na abordagem. Logo, é mister providenciar uma reconfiguração no ensino para formas indivíduos conscientes e auto-reflexivos, capazes e intervir e melhorar a sociedade em que vivem.

Portanto, medidas cabíveis são necessárias para uma amenização ou possível superação do impasse. Para tanto, as instituições escolares são responsáveis pela educação financeira e a emancipação de seus alunos, com o intuito de deixá-los cientes da maneira que irão controlar o seu dinheiro e torná-los mais críticos. Isso pode ser feito pela abordagem da temática, desde o ensino fundamental- uma vez que as gerações estão cada vez mais cedo, imersas na realidade econômica-, de maneira lúcida e adaptada a faixa etária, contando com a capacitação prévia dos professores. Por meio, também, de palestras profissionais das áreas de finanças que expliquem como os alunos poderão investir o seu capital e como lidar com situações de instabilidade monetária, haverá um caminho traçado para uma sociedade emancipada.