A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 02/07/2020

Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito, mais de 40% da população brasileira possui algum tipo de dívida pendente. Com isso, é fato que o crescente número de endividamento por parte dos cidadãos é fator preocupante em meio à sociedade atual, reafirmando a importância de educar financeiramente a população. Assim, seja por um histórico consumista favorecido por propagandas, que alavancam a problemática, seja pela desinformação sobre o tema, urge a necessidade de maior atenção em relação à educação financeira no país.

Inicialmente, torna-se primordial a discussão acerca do incentivo criado pelas mídias, sociais e televisivas, que acabam por promover um consumismo excessivo na população. Nesse contexto, a educação financeira faz-se extremamente relevante para que o autocontrole e a análise dos fatos gerem uma melhor decisão por parte do consumidor. Ademais, as propagandas despertam uma falsa necessidade dos produtos oferecidos e, por consequência, corroboram para o aumento dos índices relacionados às inadimplências.

Nesse mesmo viés, o conhecimento e incentivo para maior controle das finanças é quase inexistente na atualidade desde a infância até a maioridade. Desse modo, a educação financeira deve se iniciar a partir da família, uma vez que, para Durkheim, o ser social é formado pela influência que exercem sobre ele. Além disso, ser educado financeiramente contribui para diminuir o estresse, para melhor planejamento e maior facilidade de resolução em momentos de urgência, prevenindo complicações posteriores.

Conclui-se, portanto, que a educação financeira deve ser parte integrante da formação da sociedade como um todo. Por isso, cabe ao Ministério da Educação incluir as aulas na grade curricular, a partir de palestras recorrentes com especialistas sobre o tema, além de atividades e cartilhas voltadas a este ensino, a fim de garantir a compreensão sobre finanças desde os primeiros anos acadêmicos.