A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 03/07/2020
A princípio observa-se como resultado da deficiência educacional a construção de uma sociedade consumista que busca a aquisição de bens sem que haja um planejamento financeiro, muitas vezes recorrendo a meios como o cheque especial, acarretando no aumento do índice de inadimplência.
Em 2010, foi implementado pelo governo federal a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef), uma política pública com a finalidade de fomentar o ensino da educação financeira, mas na realidade o que se vê é a formação de indivíduos que não sabem administrar suas finanças. No ano de 2018 aproximadamente 62 milhões de brasileiros terminaram o ano com alguma conta atrasada ou com CPF negativo, consequência do consumo inconsciente - padrões de comportamento que fazem com que o ato de compra seja frequente e tenha uma repercussão social. Nessa perspectiva cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro com a finalidade de mitigar o problema.
Segundo José Cesar da Costa, o brasileiro, mesmo diante da crise, ainda não aprendeu a gerenciar suas finanças. A princípio esse fato decorre dos valores passados pelas famílias, pais que não tratam de assuntos relacionados ao dinheiro com os filhos, como o custo dos brinquedos e de suas roupas, ensinando-os a valorizarem o esforço para aquisição do bem material, além da falta de projetos escolares que visem o ensino do empreendedorismo e administração financeira.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à promulgação do ensino financeiro. Para isso é de suma importância que o governo e o Ministério da Educação viabilizem projetos que implementem aulas de educação financeira no currículo escolar obrigatório, assim promovendo uma maior estabilidade financeira na vida do cidadão, além da implementação de feiras para os alunos em escolas para que eles aprendam e sejam estimulados a lidar com trabalho e remuneração.