A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 05/07/2020
Segundo a letra da música dos Titãs, “senhores senhores senhores, tenham pena de mim. Muito já gastei”. Essa música trata da realidade de muitos cidadãos na sociedade atual.
Conquanto a falta da educação financeira impossibilita que uma parcela da população tenha uma vida estabilizada financeiramente. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os elementos que favorecem esse quadro.
Assim como dizia a famosa frase de Paulo Freire, “se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Seria racional acreditar que a educação financeira fosse considerada de extrema importância e obrigatória na grade curricular tanto em escolas públicas quanto privadas.
Contudo a realidade é totalmente contrária e o resultado desse contraste é claramente refletido na vida financeira de uma parte da sociedade, principalmente as que se encontram em situação desfavorável. De acordo com a pesquisa mais recente realizada pelo G1, 62 milhões de brasileiros encerraram o ano de 2018 com restrições no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Diante disso, é perceptível a quantidade de pessoas que não conseguem lidar com o dinheiro de forma saudável e acabam extrapolando no consumo.
Em consequência disso, não é difícil compreender os efeitos que as dívidas acarretam sobre a vida do indivíduo. Os problemas conjugais, a angústia, ansiedade acabam afetando o humor e na maioria das vezes levam a problemas psicológicos mais graves como a depressão. A partir disso, fica claro como o endividamento pode afetar todas as áreas da vida do indivíduo, além disso com a grande parte da população endividada a economia do país também fica fragilizada porque reduz o número de consumo.
Nesse contexto, ainda há entraves para garantir a concretização de leis que visem à construção de uma sociedade igualitária e consciente. A realidade é que a causa dessa desigualdade encontra-se alicerçada na distribuição de renda de forma desigual. No Brasil, a maioria ganha “muito pouco” e a minoria ganha “muito”. Uma das saídas para educação financeira é que a referida disciplina seja inserida na educação de base. Se a base educacional for fortalecida nessa tema, serão gerados pais que ensinarão seus filhos educação financeira. E por fim, é papel do Estado investir em campanhas para incentivar o pagamento das dívidas e só assim a economia poderá se desenvolver de fato.