A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 06/07/2020
A educação financeira é algo fundamental na vida do cidadão e visa ajudar as pessoas a lidar com o dinheiro que possuem. Isso porque saber manusear o patrimônio financeiro que tem é tão importante quanto ganha-lo. A educação financeira tem por objetivo ensinar a manipular o dinheiro, investi-lo corretamente, organizar finanças, evitar gastos desnecessários, entre outros. O uso equivocado de cartões de crédito e compras parceladas sem um planejamento, por exemplo, podem ser grandes armadilhas para aqueles que não sabem como lidar com as economias. Num primeiro momento podem parecer ter apenas vantagens, mas também escondem perigos como juros altos.
No Brasil, a maioria das pessoas não tem acesso à educação financeira. O assunto não faz parte de disciplinas escolares e nem sempre é discutido em casa, já que muitos desconhecem a forma de cuidar das contas pessoais, ocasionando descontrole financeiro. De acordo com a Serasa Experian, as taxas de inadimplência vêm aumentando. O número de pessoas com dívidas no país cresceu cerca de 2,7% em julho de 2019 em relação ao mesmo mês do ano anterior, mostrando como a falta de educação financeira pode ser prejudicial na vida do cidadão. Ainda de acordo com a Serasa, o número de contas atrasadas ou não pagas chegou a 226,6 milhões em novembro de 2019. É notável que o governo, tanto estadual quanto federal, deveria intervir nessa situação que vem prejudicando a população.
Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), as pessoas mais velhas possuem mais dívidas pendentes do que os jovens. O maior aumento de inadimplência em 2018 (11%) foi registrado entre os consumidores com mais de 65 anos. Tal situação ocorre pela maior dificuldade de acesso à informação por parte dessa parcela da população, além do acúmulo de dívidas ao longo da vida. É importante reforçar que o fato de uma pessoa ter uma renda alta não significa que a mesma não irá se endividar. Há pessoas de baixa renda que conseguem se planejar corretamente, controlam suas finanças e, assim, mantém uma boa estabilidade financeira, sem dívidas.
É inferível que devem ser aplicadas soluções viáveis para redução da problemática. Entre as possíveis propostas de intervenção, cabe ao Ministério da Educação incluir a educação financeira como conteúdo obrigatório nas escolas, para que as pessoas possam aprender desde cedo a lidar com esse tema, que é tão importante. O Procon, sendo responsável, nos estados, pela defesa do consumidor, poderia também realizar ações de conscientização, como palestras gratuitas, especialmente em regiões onde geralmente habitam os mais pobres, que têm maior chance de se endividarem devido à pouca renda que possuem.