A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 06/07/2020
Na obra “Pai Rico, Pai Pobre”, que foi o primeiro best-seller dos escritores americanos Robert Kiyosaki e Sharon Lechter, é aludido a busca pela independência financeira através de diversos tipos de investimentos. Entretanto o que ocorre na sociedade moderna é a incapacidade da população em entrar no mundo dos investimentos, visto que a educação financeira tem problemas, os quais dificultam tanto a entrada como o desenvolvimento dos investidores. Nesse seguimento, próximo dessa realidade instável e problemática que gera conflitos nas esferas sociais e econômicas, analisar de forma cuidadosa os frutos e as raízes dessa dificuldade é de fundamental importância.
Primordialmente, é indispensável que a falta de conhecimento financeiro deriva da escassez de atuação dos setores governamentais, no que se refere à inexistência da criação de mecanismos para tal aprendizagem. Segundo o sociólogo, antropólogo e cientista politico Émile Durkheim, “O indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que depende.”, no entanto, quando o assunto é educação financeira, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a população brasileira não possui acesso a um conhecimento básico da área de educação financeira, assim formando uma sociedade carente que não tem condições de cuidar do seu próprio dinheiro. Com isso, torna-se extremamente necessário uma mudança na postura do governo.
Além disso, é indiscutível ressaltar o aumento do consumo inconsciente como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, a sociedade contemporânea vem a décadas aumentando o seu consumismo de forma exagerada, o que remete diretamente a problemas financeiros, já que a população de baixa renda utiliza meios de créditos para obter até mesmo aquilo que não podem pagar. Contudo, essa população acaba se tornando refém das suas próprias dívidas. Tudo isso retarda a resolução do problema, visto que o consumo inconsciente contribui para o aumento desse cenário danoso.
Dessa forma, medidas viáveis são necessárias para conter o avanço dessa problemática na sociedade brasileira. Assim, com o intuito de aperfeiçoar a educação financeira, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital, através do Ministério da educação, que será revertido na criação de fermentas para ensino financeiro, por meio de aulas para toda a população, tanto pelas escolas como pela internet. Com isso, aliviar, em médio e longo prazo, o impacto esmagador da falta de educação financeira, e permitir que a população desenvolva seus investimento como em “Pai Rico, Pai Pobre”.