A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 05/07/2020
Eric Hobsbawm evidencia que, com a revolução industrial, os salários dos trabalhadores reduziu, fato que os levou a rever suas formas de consumo e seus meios de vida. Séculos após o marco que consolidou o processo de formação do capitalismo, os trabalhadores ainda são levados a rever tais pontos, devido a situação atual que lidam, marcada por instabilidades financeiras e esgotamento dos recursos de sustento. Portanto, destaca-se a importância da naturalização da educação financeira na vida do cidadão, visando o melhor aproveitamento do seu salário e o tornando desenvolto a lidar com óbices numerárias, garantindo uma condição de vida melhor.
A crise econômica que se instalou no Brasil em 2014 resultou no aumento na taxa de desemprego, assim como gerou diversos problemas financeiros para os labutadores, provocando o endividamento de grande parte dos mesmos - além de ter desequilibrado a economia nacional. Segundo o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), cerca de 54% da população não possui a noção de se planejar financeiramente. A luz dessa ideia, a educação financeira estabelece um papel primordial no controle orçamentário e contribui diretamente para a redução das dívidas, diminuindo os impactos da crise econômica sobre a população trabalhadora. A sua implantação nas escolas resultaria na compactação de uma geração mais apta a lidar com questões monetárias.
A tendência ao desequilíbrio econômico se consolida com a ajuda da própria população, visto que as famílias não introduzem o habito de conversarem sobre temas conexos ao pecuniário, o que reduz a capacidade dos filhos a lidarem com problemas como, por exemplo, a crise que se atravessa atualmente. Como aponta o filósofo Michael Foucault, em sua teoria da Normalização, certos comportamentos e ideias são considerados naturais, por meio de intensa repetição no cotidiano do indivíduo. Nesse contexto, como não se faz presente o contato com o dinheiro e temas relacionados e esse, os pais criam filhos com menos capacidade de lidar com estes.
Em virtude do fatos apresentados, têm-se a importância da educação financeira na vida do cidadão, como forma principal de guiar uma sociedade mais habilidosa a lidar com questões dessa ótica. Como forma de concretizar esse pensamento, propõe-se a criação de uma grade curricular englobando aulas de educação financeira e experiências de controle monetário, responsabilizando o Ministério da Educação por esse, assim como a criação de campanhas de conscientização acerca da importância da naturalização familiar sobre temas monetários, por meio das próprias instituições de ensino, aplicando a teoria da Normalização de Foucault sobre os alunos, visando a eles o pendor relativo ao financeiro, propondo uma melhor qualidade de vida a esses.