A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 04/07/2020
Com a chegada da crise econômica no Brasil, em 2014, a educação financeira se tornou indispensável no cotidiano do brasileiro. Justamente pela falta de educação na vida financeira da população, é possível observar que, ainda em 2018, cerca de 62,6 milhões de brasileiros, ou seja, 41% da população adulta do país, terminou o ano com alguma conta em atraso. A trilogia de sucesso, “Até que a Sorte nos Separe”, conta a história da família de Tino. Uma família inicialmente pobre, que se torna rica da noite para o dia e goza de sua riqueza sem limites por vários anos, mas são pegos de surpresa quando, por conta de sua irresponsabilidade em relação ao dinheiro e sua falta de noção para com a educação financeira, perdem todos os seus bens e são tidos como falidos. A história se repete durante os 3 filmes, onde Tino comete o mesmo erro de gastar todo o seu capital imprudentemente, ignorando as lições de educação financeira dadas por seu amigo, Amauri. A educação financeira é uma ferramenta para a mobilidade social e implica diretamente na divisão de classes. Isso acontece, pois a classe identificada como D, pelo seu histórico, tem menos acesso ao estudo financeiro, dessa forma torna-se difícil entender o manuseamento de receitas e débitos. Motivo pelo qual Tino, personagem do filme citado, encarou dificuldades ao enfrentar a riqueza, não sabendo como perpetuar seu capital. Já a classe B, possuí maior facilidade de acesso ao conhecimento monetário, contribuindo para que entenda do assunto e facilite sua jornada na mobilidade de classes. Não oferecer educação financeira é contribuir com a desigualdade social. No entanto, alguns institutos educacionais oferecem projetos estudantis, como o F1 in Schools, projeto internacional que preza pela organização e transforma jovens em empreendedores. Porém, nem todos os alunos possuem a chance de participar. Diante desta situação, é necessário que, o Ministério da Educação, juntamente do Ministério da Economia, implantem a educação financeira como matéria oficial da grade escolar nas redes públicas e particulares, oferecendo ensino de qualidade para que, as gerações futuras, não sofram com problemas relacionados à falta de educação financeira.