A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 02/07/2020
Após a Segunda Guerra Mundial, houve o surgimento do ‘‘American Way Of Life’’ nos Estados Unidos, um estilo de vida que se baseava na ideia de que o consumo de bens materiais traria felicidade e bem-estar. Por consequência, houve o aumento de cidadãos consumistas e instáveis financeiramente. Isso ocorre devido à negligência governamental, que não desenvolve políticas públicas eficientes e a ausência de cultura de educação financeira, pela maior parte da população. Assim, torna-se imprescindível a discussão dessas problemáticas, que são um desafio não só para os poderes públicos, mas também para toda a sociedade.
Em primeiro plano, pode-se afirmar que a inexistência de consciência econômica resulta em consumismo exarcebado. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações políticas, sociais e econômicas é uma característica da modernidade líquida no século XXI. Essa assertiva evidencia um problema recorrente em nossa sociedade: o uso de bens materiais de forma superficial e descartável, causando uma alienação ao consumo, em que há o desejo de adquirir novos produtos irresponsavelmente.
Ademais, em uma segunda análise, segundo o educador brasileiro Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma o mundo, sem ela a sociedade não muda. Visto isso, sem um processo de aprendizado de como utilizar o dinheiro, a sociedade continuará refém da alienação e da má administração do seu próprio dinheiro. Isso pode ser otimizado se a educação financeira for implantada no cotidiano familiar e escolar.
Portanto, são necessárias medidas que demonstrem a importância da educação financeira na vida do cidadão. Logo, o Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Economia, deve incluir a educação financeira na Base Nacional Comum Curricular, que contenha estudos sobre economia, empreendorismo, investimentos e autonomia financeira, com o objetivo de que alunos de escolas públicas e particulares e seus familiares desenvolvam consciência econômica, por meio de palestras com especialistas e projetos educacionais. E somente assim, o consumo será feito de forma consciente e não exarcebado e prejudicial, como no “American Way Of Life’’.