A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 03/07/2020

Durante a série “La casa de papel”, de Álex Pina, há uma cena memorável: a distribuição de milhares de euros paras os cidadãos na cidade de Madrid. Nesse sentido, a obra foca na felicidade dos indivíduos ao receberem o dinheiro. Fora da ficção, é fato que muitas pessoas teriam a mesma satisfação na obtenção do dinheiro, pois atravessam uma grande crise monetária, seja pela falta de uma educação financeira adequada, seja pelas más escolhas tomadas como consequência do défice de um conhecimento financeiro.

Em primeiro lugar, a problemática é oriunda da necessidade de uma base teórica sobre o uso e aplicação do dinheiro no dia a dia das pessoas. Dessa maneira, ainda no século XXI, a sociedade brasileira, em grande parte, tem se tornando indiferente ao estudo, compreensão e a utilização eficiente  de seus salários em negociações financeiras. À vista disso, os gastos sem necessidade são naturalizados e apoiados, porque eles veem sendo aplicados com tanta frequência que se tornaram ligado à cultura brasileira. Consequentemente, qualquer alternativa de mudar esse sistema é abafado por traços sociais e, assim, a prática nociva só aumenta.

Por conseguinte, dada a ausência de discernimento dos indivíduos há uma sequência de escolhas que afundam mais a economia juntamente com toda população brasileira. Isso ocorre porque se fundamenta uma ideologia que o dinheiro físico é algo inalcançável para as camadas mais latentes da sociedade, então há incentivos para o uso de cartões de crédito que darão um falso aspecto de aquisição, todavia isso só aumenta as compras e, indiretamente, o endividamento dos usuários. Nesse viés, constrói-se uma sociedade que buscará riquezas, mesmo não possuindo aptidão para o ato, e que se afundará em dívidas.

Portanto, para que ocorra uma formação de uma sociedade com capacidade de domínio financeiro, urge que as instituições de ensino brasileiro se unam com multiempresas e economistas para aulas de educação financeira. No decorrer da formação acadêmica, até o Ensino Médio, haveria aulas de como guardar e aplicar o dinheiro no cotidiano e, após, as multiempresas, em um comum acordo com as faculdades, dariam uma oportunidade de trabalhar no ramo econômico. Desse modo, em pouco tempo, teria um sociedade onde todos saberiam como lidar com o dinheiro e melhores investidores que representariam o Brasil em ramo internacional. Somente assim, conseguíramos, aos poucos, sair da crise monetária, se recuperar no mundo dos negócios e aplicar a educação financeira no Brasil.