A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 09/07/2020

O filme norte americano “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom” narra a história de Rebecca, uma jornalista de moda que tem diversas dívidas em cartões de créditos que acabam colocando a sua vida em risco. Não obstante da realidade, após a maior facilidade no acesso ao crédito, no Brasil existem diversas pessoas que vivem na mesma situação apresentada na ficção: sem entender a importância da saúde financeira. Logo, faz-se necessário o debate acerca a falta de educação financeira com uma abordagem efetiva nas escolas e o aumento de inadimplências no público jovem.

É indiscutível que as escolas públicas e particulares não apresentam uma didática efetiva na transmissão de instruções para a organização de finanças e a sua importância. Consoante ao cenário exposto, a Organização para a a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), afirma: mais da metade dos jovens com 15 anos não sabem se organizar financeiramente. Portanto, comprova-se que há falhas no sistema educacional, no qual não ensinam consciência financeira, organização do salário e a desburocratização de termos e Direitos dos Consumidores o que fomenta uma problemática política-econômica, assolando futuros integrantes da cadeia comercial de todo o país e provando sua interferência em vários setores da sociedade.

Em paralelo ao âmbito apresentado, observa-se uma crescente preocupação em relação aos altos índices de inadimplências no público jovens, uma vez que, são resultantes da má formação em educação monetária. Com os avanços da tecnologia, o acesso ao crédito se torna a cada dia mais simples, a exemplo disso, o surgimento de bancos digitais, como o Nubank, que tem como proposta principal: a pouca burocracia para se tornar cliente. Logo, jovens brasileiros são seus principais alvos, tornando-os dependentes das facilidades de compra e pagamento apresentadas pelo cartão de crédito. Porém com as constantes crises econômicas e empregatícias no país, aliado com a deficiência educacional, muitos acabam se tornando estatísticas para órgãos como o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), órgão responsável por dados de pessoas com dívidas.

Em síntese, medidas que resolvam os impasses precisam ser tomadas. O Ministério da Economia e da Educação devem criar parcerias monetizadas com influenciadores digitais, como Nathalia Rodrigues, do canal “Nath Finanças” para gravar vídeos-aulas para a política pública de Estratégia Nacional de Educação Financeira, recém implantada na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Por meio de vídeos simples e didáticos serão trabalhados em sala de aula assuntos e temas de maior relevância, como organização e consciência financeira e Direitos do Consumidor para os jovens. Espera-se que com essas medidas a educação financeira seja tratada como essencial na vida cidadã.