A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 28/07/2020

De acordo com Pitágoras, filósofo grego, é preciso educar as crianças para que não seja necessário punir os adultos. Fazendo uma co-relação desse pensamento com a questão econômica, pode-se inferir que, a carência de informação referente à gestão financeira na juventude leva a formação de indivíduos inadimplentes. Faz-se necessário analisar, portanto, o papel da família e da escola no desenvolvimento da consciência nos jovens brasileiros da importância da educação financeira.

Nesse contexto, que o ambiente familiar é peça chave na hora de despertar na criança a consciência do consumo inteligente. Para Vygotsky, psicólogo russo, a família é pilar primário da educação. Logo, é dentro de casa que o indivíduo tem o primeiro contato com o dinheiro, o que torna os pais responsáveis por ensinar aos filhos o que é e como lidar com ele, com a finalidade de desenvolver, desde cedo, uma relação saudável entre o capital e a criança.

Outrossim, as instituições escolares também são imprescindíveis na formação de um pensamento prudente voltado para as finanças. Uma pesquisa feita pela Universidade Estadual de Campinas e pela Associação Brasileira de Educadores Financeiros apontou que a grande maioria dos alunos que tem aula sobre esse tema ajudam os pais na hora de fazerem compras mais conscientes. Desse modo, além das matérias lecionadas na Base Comum Curricular, como matemática, é preciso criar nos jovens um espírito empreendedor, que saiba investir de maneira correta de forma a gerar lucros ao invés de dívidas.

Diante dos fatos apresentados, depreende-se que tanto o âmbito familiar quanto o âmbito escolar tem atribuições essenciais na fomentação do pensamento sobre a importância da educação financeira na vida dos cidadãos. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Economia, levar profissionais da área da administração, ás escolas brasileiras para promover seminários voltados para a realização de investimentos, além de realizar simulações e jogos do ambiente de trocas comercias, visando desenvolver no estudante o espírito empreendedor e auxilá-los a alcançar a independência financeira por meio da gerência consciente dos recursos. Apenas assim, no futuro não será preciso castigar os adultos, como previa Pitágoras.