A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/07/2020

Segundo o filósofo Platão, “a pobreza não surge da diminuição dos bens, mas da multiplicação dos desejos”, ou seja, o consumo contínuo, distante da educação financeira acarreta graves problemas. Tal temática vem ganhando cada vez mais destaque na atualidade, em função do desenvolvimento de mercados e da inclusão bancária, bem como a falta falta de instrução do cidadão diante as situações monetárias. Essa vulnerabilidade está atrelada ao consumismo e aos poucos investimentos na educação.

Convém salientar, primeiramente, que os cidadãos estão inseridos em uma sociedade capitalista voltada ao consumismo, havendo um maciço incentivo para o ramo. Por meio de propagandas persuasivas, a ideia de crédito fácil é tida como critério de inclusão, em que o status é medido de acordo com os bens, induzindo o consumidor a utilizar-se dessas facilidades para satisfazer certos desejos. Nesse aspecto, em busca de prazer instantâneo e sem se preocupar com o futuro, as pessoas gastam dinheiro abusivamente e adquirem empréstimos bancários, acarretando endividamentos, problemas pessoais, familiares e sociais, confirmando a tese de Platão.

Se , por um lado, há um incentivo exacerbado para o crédito e consumo, até mesmo por parte de instâncias políticas do governo, por outro, são poucos os incentivos em programas de educação financeira. Diariamente, a população é bombardeada por ofertas, sem ter qualquer instrução sobre como se comportar diante dessa realidade, sem saber o quanto de juros irá pagar por seus impulsos e sem conhecimento de como gerir sua renda de forma equilibrada. De acordo com dados da SERASA, cerca de 60 milhões de brasileiros fecharam o ano de 2018 com o CPF negativado e com contas atrasadas, evidenciando a ineficácia de uma educação. Aprender finanças na sala de aula pode gerar bons resultados, como um planejamento adequado, organização e investimentos, garantindo uma vida financeira tranquila aos cidadãos.

Nessa perspectiva, diante dos fatos supracitados, revela a necessidade de educar pessoas para atuar no meio monetário e para isso, determina uma ação conjunta do Estado e sociedade. Cabe ao Governo Federal, em parceria ao MEC, desenvolver programas ativos de educação financeira à população brasileira. Deve-se produzir atividades dinâmicas direcionadas e garantir o conteúdo como obrigatório na grade curricular. Desse modo, desde a infância os indivíduos adquirirão domínio da questão pautada e atuarão de forma consciente.