A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 19/07/2020
O filósofo Henrique de Lima elucida que a modernidade é tão avançada em suas razões teóricas e, por sua vez, tão primitiva em suas razões éticas. Nesse viés, que se analisa a negligência a educação financeira no tecido social, haja vista que apesar da existência do senso comum sobre a importância de se ter uma vida financeira saudável, observa-se um corpo social que na prática ignora tal posicionamento. Isso ocorro devido ao uma sociedade imersa no consumismo e a omissão do sistema educacional.
Em primeiro lugar, o filósofo grego Aristóteles argumenta que a felicidade- eudamonia- é alcançada pela relação de equilíbrio entre a razão e a satisfação de prazeres. No entanto, o atual cenário econômico moldado pelos ideais capitalista vai de encontra a tal visão, posto que esse sistema ingere ao cidadão a necessidade de sempre consumir e negligencia qualquer prática voltada para a educação financeira. Prova disso são os comercias e as propagandas que seduzem o indivíduo, por exemplo, com discursos de parcelamento do valor da compra . Desse modo, cria um ciclo consumista em que o endividamento torna-se uma tônica na sociedade capitalista.
Ademais, o educador Paulo Freire argumenta que a educação tem o potencial de mudar o ser humano e esse, assim, torna-se apto para transformar a sociedade. Consoante a isso, ao analisar um cenário de inadimplência financeira percebe-se instituições escolares que não exercem a sua função social. Isso, por sua vez, ocorre devido a preconização de um ensino tecnicista, o qual prepara o cidadão para o mercado de trabalha, mas é ausente em relação a valores de cidadania. Como se observa na falta de investimento a aulas direcionadas à educação financeiro. Á luz disso, a postura omissa das escola dificulta o amadurecimento do corpo social na questão de utilizar o seu dinheiro de forma responsável.
Logo, é mister que o Estado intervenha nesse situação. Para tanto, cabe a esse, mediante repasse de verbas governamentais, desenvolver políticas públicas a fim de inserir a educação financeiro na sociedade. Nessa lógica, tais programas serão realizados da seguinte forma: as escolas ficarão na incumbência, uma vez por semana, reunir os alunos de cada classe para discutir sobre a utilização do dinheiro de forma saudável, tais aulas serão ministradas por economistas, que trarão danos e pesquisas cientificas, que ensinem o indivíduo a adotar educação financeira para não se seduzir com os argumentos de um sistema consumista. Em vista disso, a população conseguir-se-a vencer o enigma apresentado por Henrique de Lima.