A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 26/07/2020
A instabilidade econômica no Brasil é um problema muito antigo, visto que vem desde o inicio da república da espada, na política do encilhamento do ministro Rui Barbosa. contemporaneamente, a falta de uma medida pública voltada para educação financeira, tem consequência direta nos 41% de adultos endividados, sobretudo os mais jovens, conforme dados do serviço de proteção ao crédito (SPC). Sem dúvidas, se nada for feito para direcionar os jovens ao consumo consciente, o Brasil se tornará ainda mais desigual, além de uma população vulnerável as crises do sistema capitalista.
Segundo dados do programa das nações unidas para o desenvolvimento (PNUD), o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo. Haja vista uma maneira de mudar tal realidade, a qual seria fomentar o acesso ao crédito com juros baixos aos mais jovens e aos mais pobres, como forma de estimulá-los a empreender, e por conseguinte, ascender socialmente, Porém, em um país com uma taxa tão alta de inadimplência, é inviável esse modelo de financiamento, pois os investidores estrangeiros tem receio de investir no Brasil, já que os riscos são muito altos. Logo, é necessário uma adequação na relação entre gastos e receitas dos brasileiros, para que seja facilitado o acesso a empréstimos.
Apesar de ser o modelo econômico mais adotado no mundo, o capitalismo tem suas falhas, observa-se elas nas crises de 1929 e 2008, onde o consumo da população não era compatível com a renda. Em suma, é possível notar que um fator comum entre esses acontecimentos, é que os mais vulneráveis são os mais atingidos nesses momentos, estando entre eles os endividados, portanto, afim de construir uma nação sólida e um povo mais preparado a momentos turbulentos como esses, faz-se preciso um sistema educativo que venha instruir as pessoas a poupar e gerir bem as suas finanças, a exemplo dos ensinamentos do livro ‘‘O homem mais rico da Babilônia’’, o qual apontava a população a importância de poupar 10% de tudo que ganhava e ademais, investir como forma de garantir uma velhice tranquila.
Em virtude dos fatos mencionados, é preciso uma intervenção do governo, mais especificamente na figura do Ministério da Educação (MEC), que irá treinar os professores da educação básica e do ensino médio através de cursos ministrados por economistas. De forma que eles estejam preparados para lecionar com autoridade sobre a matéria que será criada pelo MEC, que no caso vai ser a economia doméstica, tendo por finalidade, formar cidadãos responsáveis com as suas finanças e naturalmente, uma nação equilibrada economicamente, uma vez que o governo é reflexo direto do seu povo.