A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 27/04/2021
A Constituição de 1988 garante o acesso ao conhecimento a todos. Entretanto, o benefício da educação financeira vem sendo violado, já que de 41% dos adultos brasileiros terminaram 2018 com alguma conta atrasada e com o CPF negativado, de acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Essa conjuntura retrógrada se deve tanto aos aprendizados adquiridos na infância quanto à lacuna escolar.
Para entender esse cenário, é necessário, antes de tudo, destrinchar os diversos fatores que o provocaram. Dessa maneira, conforme Émile Durkheim, é na infância que os indivíduos adquirem os valores morais e éticos da sociedade em que se encontram. Nesse viés, nota-se que a mentalidade escassa brasileira provém da educação que lhe foi dada, visto que muitas frases como “o dinheiro é sujo”, “ricos não entram no céu”,” sou pobre, mas sou honesto”, são ditas pelos brasileiros, o que impede que haja a discussão de gerenciamento financeiro. Em vista disso, torna-se primordial a mudança da mentalidade coletiva.
Ademais, a falha escolar também colabora para a perduração desse quadro nocivo. Assim sendo, segundo Anísio Teixeira em sua obra “A educação é um direito”, a escola tem o dever de nutrir o cidadão com informação para que ele possa administrar as dinâmicas sociais. Todavia, a realidade é a contrária pregada pelo educador, uma vez que não há ensino sobre finanças nas instituições públicas, dado que, consoante um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, mais da metade dos jovens de 15 anos não tem conhecimentos básicos sobre como lidar com dinheiro. Desse modo, urge a extrema necessidade de alterações estruturais para a ocorrência de melhor qualidade de vida para todos.
Portanto, infere-se ao Ministério da Educação promover debates e rodas de conversas nos colégios, por meio da contratação de economistas e investidores, a fim de promover a transformação do pensamento geral e desmistificar as cédulas. Tais aulas devem ser, ainda, disponibilizadas para toda a população, por meio das redes sociais, como o Instagram e o Facebook. Por conseguinte, a coletividade verá o aprendizado sendo efetivamente um direito.