A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 01/08/2020
Historicamente, a inaptidão dos indivíduos no que tange a educação financeira tem viabilizado vários empecilhos no decorrer de sua vida, principalmente em momentos de recessão econômica como a ocorrida na “Crise de 1929”. Hodiernamente, nota-se que esse despreparo financeiro ainda permeia na sociedade brasileira. Nesse contexto, a defasagem educacional das instituições de ensino, atrelada ao processo de padronização do consumo influência negativamente sobre esse problema. Logo, suscita uma maior caotização dessa situação e, assim, aumenta o número de inadimplentes no meio social.
É pertinente abordar, a priori, que a exiguidade de conhecimento financeiro por parte da população advém, sobretudo, da incapacidade do setor de educação em fornecer tal aparato. Esse fator é decorrente da omissão do Governo em disponibilizar projetos tanto para o âmbito social, quanto escolar e, com isso, inviabiliza qualquer tentativa de conscientização das pessoas e, assim, ratifica o esfacelamento do Estado Democrático de Direito e a sobreposição dos interesses políticos em relação ao de demanda da sociedade. Dessa forma, reverbera-se que esse despreparo dos indivíduos é resultado da falta de condições adequadas para o desenvolvimento de tal modelo educacional, dessarte, provoca um déficit no planejamento futuro, comprometendo uma estabilidade de vida.
Por conseguinte, é notório que esse cenário propende a intensificar essa problemática, uma vez que o meio social compactua com essas circunstâncias. Haja vista que os pais isentam-se da responsabilidade de propor novos caminhos para a educação financeira de seus filhos, já que a grande maioria deles sofreram com o processo de marginalização pedagógica e, com isso, contribui para um círculo vicioso de endividamento, fato esse respaldado diante dos dados divulgados pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bem, Serviços e Turismo), no qual o Brasil apresenta cerca de 65,1% de famílias em situação de inadimplência. Ademais, certifica-se uma sociedade que valoriza o “ter” em vez do “ser”, pois grande parte desse problema provém do consumismo desnecessário.
Depreende-se, portanto, que a educação financeira denota grande importância para as pessoas, entretanto, a inaptidão estatal e a descrença dos indivíduos impossibilitam sua concretização. Nesse sentido, o Ministério da Educação, por meio das Secretarias de Educação, deve promover maiores verbas, com intuito de complementar a Base Nacional Comum Curricular e, com isso, disponibilizar profissionais capacitados para instruir os jovens sobre a relevância desse conteúdo, destarte, formar cidadãos capazes de organizar suas finanças. Do mesmo modo, o Governo, através do poder de proliferação da Mídia, procure ministrar campanhas e projetos que vislumbrem orientar e demonstrar os indivíduos como gerir melhor seu dinheiro, a fim de normatizar a atual conjuntura de inadimplência.