A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 03/08/2020
A partir da crise econômica ocorrida no Brasil, em 2014, houve o aumento das taxas de desemprego no país, fator que acentuou o endividamento populacional hodierno. Tal panorama estimula um debate acerca da necessidade da educação financeira, visto que a orientação dos cidadãos propiciaria uma amenização das dívidas, seja no modo de investimento do capital, seja para uma organização dos gastos pessoais.
Concernente à temática do planejamento da aplicabilidade salarial, a educação financeira é fundamental nesse processo. Essa premissa relaciona-se ao contexto brasileiro que, em 2019, obteve uma taxa de desocupação de 13,4 milhões de cidadãos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em que essa parcela compreende indivíduos desempregados ou trabalhando informalmente com baixa remuneração. Tal panorama decorre de uma carente instrução financeira populacional, visto que muitos cidadãos por não possuir uma poupança individual ficaram inadimplentes, realidade que seria contornada por um ensino visando a aplicação do salário de acordo com o cenário econômico nacional. Desse modo, a imprevisibilidade do mercado terá um efeito reduzido na sociedade.
Ademais, casos de gasto em excesso, induzidos pela lógica capitalista, são determinantes na acumulação de dívidas. Essa assertiva, é abordada pelo filósofo Karl Marx ao defender que a realização social é aliada ao consumo de produtos, fator denominado ¨Fetiche de Mercadoria¨, sendo tal pensamento perceptível no consumismo da população que é facilitado por ferramentas como o cartão de crédito e o parcelamento do custo. Tal quadro exige uma educação acerca da organização de gastos, para a melhoria da gestão dos recursos próprios e, dessa maneira, um estímulo da consciência financeira social.
Portanto, é imprescindível a educação para mitigar o endividamento dos brasileiros. Para tanto, o Comitê Nacional de Educação Financeira deve, mediante o meio televisivo e publicitário, informar a respeito das palestras sobre finanças em âmbito nacional e seus benefícios para combater o endividamento, a fim de reduzir a inadimplência no país. Outrossim, as Secretarias de Educação Básica devem exigir o ensino do controle de despesas por meio de práticas lúdicas e de debates dessa ciência social, com o fito de desenvolver cidadãos conscientes economicamente. Logo, os reflexos da crise econômica no Brasil serão atenuadas mediante a adoção dessas medidas.