A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 18/08/2020

Thiago Nigro é empresário, escritor e dono do canal O Primo Rico, que conta com quase quatro milhões de inscritos. Ele tem conscientizado milhões de jovens e adultos brasileiros a respeito de finanças com todo o conteúdo que produz. Assim como Nigro, muitas pessoas tem se voltado para a temática. A educação financeira é essencial na vida do cidadão e a afeta positiva ou negativamente, tendo potencial para viabilizar maior segurança, liberdade e autonomia.

Em primeiro lugar, é preciso analisar a influência que o modo de gerenciamento do dinheiro pode ter na vida do indivíduo. Nathalia Rodrigues conta, em O Tempo, sobre sua experiência catastrófica com finanças; mesmo cursando administração não havia uma consciência firmada sobre a necessidade do controle pessoal. Após ter a vida controlada negativamente pelo dinheiro, Nathalia aprendeu a lidar com tal e hoje ensina pessoas nas mídias sociais, com mais de cinquenta mil seguidores. Posto isso, nota-se que, em qualquer momento da vida, a educação financeira se faz presente gerando consequências. Bem como a jovem, mais de cinquenta mil pessoas encontram as mesmas dificuldades - saem da escola e entram na faculdade e/ou mercado de trabalho sem saber como lidar com o dinheiro.

Ademais, a devida gestão não somente cessa a escassez como propicia maior segurança e, consequentemente, liberdade e autonomia. De acordo a plataforma UOL Economia, 62,6 milhões de brasileiros terminaram 2018 com o nome sujo. O número absurdo revela que, mesmo em meio a tantas crises já enfrentadas, o cidadão não aprendeu a gerenciar suas finanças. Entretanto, dois anos após esse dado preocupante, pesquisas revelam que as buscas na internet por temáticas de educação financeira têm aumentado. O jornal O Tempo mostra que tanto livros de empresários como Nathalia Arcuri e T. Harv Eker quanto os termos “tesouro direto” e “investimentos” pesquisados no youtube são mais constantes nos dias que correm. Assim, pode-se concluir que o cidadão está começando a reconhecer a relevância da temática, gradualmente.

Destarte, para que a educação financeira seja implantada na sociedade de modo a beneficiar todos os cidadãos, o Ministério da Educação deve estabelecer uma matriz curricular, do ensino fundamental até o ensino superior (em todos os cursos),  que tenha finanças como matéria não somente voltada para os cálculos mas também ligada as questões humanas. Tal planejamento deve ser executado por meio de professores e profissionais da área tratada, com palestras que ocorram três vezes ao mês, possibilitando discussões. Desse modo, o brasileiro aprenderá desde cedo a gerenciar seu dinheiro enquanto os já inseridos na problemática da falta de gestão aprenderão a solucionar seus problemas; assim, a ordem é estabelecida e o progresso, possível.