A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 13/08/2020

Na saga dos filmes “Até que a sorte nos separe” é relatado as diversas falências do Tino, devido a falta de gestão de suas finanças, e mesmo orientado pelo seu melhor melhor amigo não o acatava, visto que sempre foi educado a consumir. Fora da ficção, é fato que muitos brasileiros se resume a história do protagonista, endividando-se constantimente, pois são compradores compussivos. Por sua vez, a falta de diálogo sobre gerenciamento econômico, bem como as propagandas abusivas corroboram para esta situação.

A pricípio, as discurções a respeito de dinheiro são tabus impostos por costumes sociais e dogmas religiosos. Isso é fruto de crenças, como esse ser a raiz de todo mal e causador de discódia familiar, o que ocasiona negligência da família e da escola perante àquelas. Assim, conforme a teoria kantiana de que conhecimento é poder, brasileiros que não adquire educação financeira são mais propícios a não ascenderem socialmente. Nesse contexto, é válido ressaltar que de acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Brasil ocupa o segundo pior, no ranking de 30 países, em mobilidade sócio-econômica. Logo, é notório que haja indiferença maciça diante dos debates sobre gestão monetária pessoal semelhante às vistas em “Até que a sorte nos separe”.

Ademais, a influência dos veículos midiáditos contribue para os gatos impulsivos dos cidadãos acima de suas receitas, uma vez que criam-se sentimentos de necessidades para alcançar uma vida feliz. Tal ótica é denunciada no livro “A sociedade do espetáculo”, de Guy Debord, a qual explana a maneira  em que a divulgação intensefica esa sensação, de modo que a pessoa fica obcecada a comprar, haja vista essa euforia é introduzida no subconsciente. Lamentavelmente, muitos são vítimas desta interferência, o que aumenta o índice de pessoas inadimplentes, conforme a revista Veja, 62 milhões de brasileiros estão com CPF negativado no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Dessa forma, projetos ficam estagnados e a economia do país decresce.

Dessarte, percebe-se que a paralisação econômica advém do consumo demasiado, por sua vez esta ação irresponsável é proveniente da falta de diálogo sobre dinheiro e de propagandas exageradas, situações evitadas caso haja aprendizagem financeira em massa. Logo, é fulcral que as escolas junto com as famílias abordem esse tema. Isso seria realizado mediante a implementação da disciplina de gestão de finanças pessoais na Base Nacional Comum Curricular pelo Ministério da Educação (MEC). Tal ação objetivaria reduzir o número de inadimplentes e aumentar a mobilidade sócio-econômica do país. Além disso, é mister que o MEC financie emissoras de TV e sits digitais, para que estes discutem os malefícios trazidos dos gatos impulsivos e anuncia frases que mitigá-los, como consuma se puder.