A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 18/08/2020

De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça.” Entretanto, o contexto do Brasil do século XXI contraria-o, uma vez que a educação financeira demonstra-se como uma questão de injustiça, o que desestrutura a base da massa brasileira. Não só, a falta da mesma contribui também para um quadro de instabilidade social no qual põe em risco a qualidade de vida da população. Nesse contexto, percebe-se a configuração de uma grave problemática com contornos específicos, em virtude da má influência midiática e da carência do aprofundamento do ensino financeiro nas escolas.

Indubitavelmente, a publicidade e propaganda são ferramentas essenciais para o consumo e fortalecimento do mercado. No entanto, essas mesmas ferramentas em conjunto com uma ignorância financeira faz com que o consumidor se deixe levar pelo consumismo exagerado, tornando-os vítimas de uma má influência midiática, a qual tem como princípio e única função fazer com que eles consumam cada vez mais.  Segundo a Serasa Experian, 2019 teve um número de inadimplentes expressivo, cerca de 63,8 milhões brasileiros, o que reforça o intrínseco consumismo exagerado e desnecessário.

Ademais, outro forte fator que contribui para efetivação desse quadro, é a inópia do ensino financeiro nas escolas, — pois esse, está presente de forma rasa no currículo escolar brasileiro, — o que denota um grande abismo entre ele e a sociedade.  A priori, Aristóteles, grande pensador da Antiguidade, defendia a importância do conhecimento para a obtenção da plenitude da essência humana. Ou seja, somente com a obtenção superficial desse conhecimento não será possível alcançar tal feito, o que refletirá na sociedade de forma negativa, indo contra a tese defendida pelo estudioso.

Em face do exposto, para cercear todas as lacunas em torno da questão da educação financeira, medidas precisam ser tomadas. Faz-se fulcral, pois, que o Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Economia realizem campanhas conscientizadoras, como levar o tópico da compra compulsiva a população, através de jornais e propagandas na televisão.  Desse modo, levará os cidadãos a refletir se consome tal produto por necessidade ou pelo simples fato de ser fisgado á esse consumo. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação criar um planejamento curricular para buscar aprofundar a educação financeira nas escolas, como tentar aplicá-la como uma matéria extra(tal como letramento no quinto ano escolar). E assim, buscar findar todos os gargalos presentes em derredor da mesma a fim  de ir o mais rente possível da tese defendida  por Aristóteles.