A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 24/08/2020
Segundo o filósofo e sociólogo Karl Marx, vive-se em uma sociedade do consumo, a qual se caracteriza pela compra exagerada e além das necessidades do consumidor. De fato, visto esse cenário social, a educação financeira torna-se imprescindível na vida do cidadão moderno, tendo em vista que as instituições sociais moldam o indivíduo e o papel transformador da educação.
Sob primeira análise, cabe ressaltar o cidadão como produto do seu meio. Nesse sentido, segundo o sociólogo Durkheim, as instituições sociais, como a escola, criam a consciência coletiva nos indivíduos. Desse modo, a falta de discussão sobre finanças nessas instituições reflete não só na construção de uma consciência carente dessa ferramenta, mas também nos adultos endividados. Portanto, para superar esse problema na sociedade do consumo, é fundamental colocá-lo em discussão.
Ademais, é necessário destacar a função revolucionária da educação nessa questão. Sob esse prisma, de acordo com o pedagogo e filósofo brasileiro Paulo Freire, “se a educação não muda a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Logo, para transformar o panorama de consumo inconsciente e inconsequente, a educação faz-se essencial. Dessa maneira, as instituições educativas devem problematizar e esclarecer sobre essa temática para a sua completa elucidação.
Diante disso, é imperioso que o obstáculo da falta de consciência financeira seja resolvido. Sendo assim, o Ministério da Educação deve adicionar à Base Nacional Comum Curricular uma disciplina que discuta sobre finanças e como evitar o endividamento. Isso pode se dar por meio da contratação de profissionais, a exemplo de professores inspirados nos pensamentos de Freire. Assim, espera-se que o ideário marxista da sociedade moderna seja superado e ressignificado.