A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 02/09/2020
Em meados do século XX, a base doutrinaria estabelecida pelo poeta e dramaturgo Alemão Bertolt Brecht afirmava que " Nenhum problema nos deve parecer natural, nem impossível de ser mudado". Nesse sentido, a questão da financeira no Brasil, perpassando pela má formação educacional desta, urge por mudanças significativas. Sob essa perspectiva, infere-se que a ineficiente gestão estatal e a compactuação da sociedade são, indubitavelmente, canalizadores desse panorama
Em primeiro plano, sob a ótica sociopolítica, a educação financeira é dificultada pela displicência operacional do Estado em promover políticas públicas que visem a conscientização da população. Esse fato decorre do esfacelamento ético do poder público que secundariza pautas educacionais em detrimento de interesses subjetivos que visem a perpetuação do político no poder. Essa realidade ilustra com precisão aquilo que no o sociólogo Zygmunt Baumam refletira acerca do Governo Neoliberal, o qual, tem como prerrogativa inerente a busca pela satisfação do Mercado e das relações fisiológicas de poder e, para tanto, informa a sociedade sobre como funciona os esquemas de parcelas, empréstimos e os juros relacionados a eles, não parece ser uma boa estratégia, haja vista que vai contra aos interesses dos grandes empresários e banqueiros que apoiam o Governo. Dessa forma, fica notório que essa má gestão estatal acaba por fomentar a falta de educação e planejamento financeiro e,consequentemente, o número de pessoas inadimplentes, que hoje chega a cerca de 60 milhões de indivíduos, segundos dados do IBGE.
Outrossim, uma das consequências no descontrole do consumo refere-se ao aumento no número de inadimplentes no país. Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), em 2018 o Brasil apresentou 41% da população ativa com CPF negativado devido a contas atrasadas. Desse modo, é imprescindível ensinar os brasileiros a controlarem o orçamento familiar com o intuito de diminuir gastos supérfluos.
Portanto, a educação financeira é de grande importância para o equilíbrio dos gastos do cidadão.O Governo deve implementar de forma mais efetiva o ensino financeiro nas escolas com a contratação de profissionais que estejam qualificados a ensinarem aos alunos o valor do dinheiro.Além disso, o Governo deve conscientizar a população, por meio do financiamento de campanhas educativas, a consumirem de forma equilibrada. Espera-se, pois, que os brasileiros aprendam a gastar de forma consciente.
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