A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 26/09/2020
Como consequência da falta de conhecimento acerca da gestão de finanças pessoais junto a problemas na economia do país, muitos brasileiros estão com as contas “no vermelho”. Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), a principal faixa etária endividada está acima de 40 anos, o que ressalta a importância da educação financeira na vida do cidadão, perante riscos na seguridade social.
Em primeira análise, devido à dificuldade financeira enfrentada por muitos cidadãos, constata-se, através de dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, o aumento do número de inadimplentes - ou seja, devedores. Tal fator acarreta problemas difíceis de serem resolvidos, e essa dificuldade reside no “efeito cascata” da gestão monetária: a busca por soluções imediatas costuma levar a mais empréstimos, ocasionalmente a juros abusivos, e o que parecia ser a única saída, torna-se mais um problema. Assim, a maior adversidade quanto ao aumento de dívidas nas faixas etárias senescentes está vinculada, de um modo geral, à sua inatividade econômica, o que coloca em risco sua seguridade social.
Por outro lado, segundo a mesma fonte, as faixas etárias jovens estão mais conscientes e apresentam os menores índices de dívidas não pagas. Além disso, contribui para esse bom gerenciamento financeiro do cidadão o conhecimento de noções básicas de economia, poupança, investimentos, como funcionam juros simples e compostos e várias outras questões envolvidas que estão presentes no cotidiano da vida adulta, mas merecem atenção desde cedo, através da educação financeira nas escolas. Importante apontar que ela não visa à limitação do indivíduo, e sim que crie hábitos favoráveis para si, seus próximos e suas próprias metas. Ao incentivar uma criança sobre o assunto, é menos provável que futuramente venha a desenvolver dívidas, e que ainda sim possa alcançar seus objetivos de forma responsável.
Em conclusão, frente às dificuldades do cidadão em gerir o dinheiro e a importância da educação financeira nas escolas, é essencial por parte destas apresentarem o assunto como proposto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com seu caráter qualitativo, por meio de atividades práticas e interdisciplinares, com o intuito de que o aprendizado seja real e duradouro. Também, por parte do governo, faz-se necessária a capacitação dos professores para um ensino condizente à realidade do aluno, através de profissionais na área, na expectativa de que, com essas medidas, as próximas gerações tornem-se, cada vez mais, eficientes na gestão de suas finanças e proporcionem uma boa qualidade de vida a si e a seus próximos.