A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 18/09/2020
Segundo o educador brasileiro Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma o mundo, sem ela, tampouco a sociedade muda”. Nesse sentido, conectando à realidade brasileira, percebe-se o despreparo dos cidadãos brasileiros frente aos imbróglios econômicos, vista a ausência/presença deficitária da importante instrução financeira em suas vidas. Logo, a fim de mitigar tal inaptidão da população tupiniquim, faz-se necessário discorrer acerca do consumismo e da não abordagem desse tema nas instituições de ensino.
Em primeiro lugar, urge apontar sistema capitalista como óbice do consumo exacerbado e, financeiramente, instável. Sob essa perspectiva, cabe relembrar o “Estilo de Vida Americano”, isto é, a cultura que implementou a crença do produto como meio para a felicidade, gerando despesas supérfluas e contribuindo para problemas econômicos para os indivíduos. Embora em vigor em meados do século XVIII e nos EUA, a questão do consumismo segue quase inalterada no Brasil atual, sendo inadiável que medidas sejam tomadas par contornar a situação.
Em segundo lugar, convém ressaltar o descaso dos estabelecimentos educacionais no que tange ao cumprimento de seu papel, ou seja, instruir os discentes e prepará-los para a vida. Para o filósofo prussiano Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”, portanto, se não há a inserção do ensinamento financeiro, é impossível esperar o bom manejo de recursos econômicos por parte da sociedade. Assim, nota-se o dever (até mesmo moral) de debater esse assunto nas escolas para prover conscientização.
Depreende-se, portanto, a necessidade de intervir atenuando a problemática referente à gestão econômica. Para tanto, faz-se mister que o Ministério da Educação e Cultura (MEC), crie, por meio da modificação da Matriz Curricular Nacional, a disciplina de “educação financeira”. Isso deve ser feito com o fito de não apenas instruir os cidadãos canarinhos, desde a tenra idade, acerca de como controlar seu dinheiro, mas também de explicar economia básica aos alunos, considerando sempre a adequação às séries/anos escolares e maturidade dos estudantes para lidar com tal. Quiçá, então, será possível atenuar as dificuldades que o corpo social brasileiro enfrenta, diariamente, referente a esse eixo.