A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/10/2020

Para Eric Hobsbawn o Brasil é o melhor país para se viver: se você é rico. Tal frase demonstra o quão latente e preocupante é a horrenda desigualdade social no país. Os cidadãos brasileiros enfrentam a pobreza por vários motivos, desde a corrupção à educação financeira quase inexistente. O parco diálogo sobre finanças nos lares e escolas demonstra que tal problemática abrange a cultura e a educação básica do país. Logo, demanda ánalise, a fim de que os cidadãos tenham a qualidade de vida merecida.

Em primeiro plano, faz-se importante citar que o Artigo 3° da Constituição vigente disserta que o Estado deve proporcionar aos brasileiros uma sociedade justa, erradicando a pobreza e a marginalização. Entretanto, é notável que esta meta não está sendo atingida, e está a cada ano mais longe disso, pois em 2020 a ONU revelou que o país está voltando para o Mapa da Fome Mundial. Dessa maneira, é clara a dificuldade do Estado de proporcionar à sociedade as oportunidades para que ela possa sair da miséria e aprenda como organizar-se economicamente. Sem emprego e afundado em dívidas é ainda mais trabalhoso para o brasileiro estar a par de suas finanças. É preciso que o Estado cumpra o seu dever constitucional para que seja viável a educação financeira.

Em segundo plano, é importante ressaltar que há poucas famílias que falam de organização econômica. Pode ser considerado até um “tabu” brasileiro. No meio familiar são compartilhados valores e ética, mas a educação financeira é praticamente ignorada. Pitágoras aconselha educar as crianças para que não seja necessário punir os adultos, e isso poderia ser acatado por todas as famílias: informar as crianças e adolescentes sobre finanças, a fim de que quando adultos não sofram com endividamento.

Neste ínterim, é basilar que o Governo se comprometa com seu dever constitucional e promova meios para que os cidadãos saiam da miséria, com aumento do salário mínimo, realocando a concentração salarial imensa do Senado e Câmara dos Deputados. Ademais, é preciso que promova mais empregos, com investimentos nos setores industriais da nação e na educação, a fim de que o país saia do Mapa da Fome, e os brasileiros possam deixar as dívidas e pobreza no passado. Concomitantemente, é vital que o Ministério da Educação inclua matérias sobre educação financeira no currículo escolar, para que a longo prazo a importância desse tipo de conhecimento seja passado para as gerações futuras recebam ele de seus pais. Com essas medidas, esperançosamente, a citação  de Eric não poderá mais se aplicar ao futuro.