A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 25/09/2020

A transição da idade média para a moderna trouxe consigo mudanças. Esse fato, somado às revoluções industriais, caracterizam não só marcos históricos como, também, a adesão de novas culturas e costumes. Contemporaneamente, o resultado dessas mudanças compreendem mazelas como a falta de educação financeira, importante conhecimento para a vida cidadã. Essa problemática tem por fundamento, seja a ignorância e descaso governamental, seja o consumo intenso causado pelo marketing industrial abusivo à uma população financeiramente analfabeta.

A priori, a inexistência de políticas públicas efetivas se fazem presentes. Desse modo, a falta de ações governamentais que façam jus a importância educacional financeira, violam direitos do pleno acesso à educação constitucionalmente defendidos. Com isso, o despreparo do cidadão para lidar com a dinâmica do mercado financeiro é, no mínimo, alarmante. De acordo com o site “G1 economia”, dados compilados em pesquisas de 2018 mostram, dentre todos os recortes de idade, uma maior inadimplência entre jovens adultos (18 a 24 anos). Ainda, a mesma pesquisa explicita o índice de, apro-

ximadamente, 40% da parcela adulta do país com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) inativo por dívidas. Assim, é primordial que a União intervenha com massificação de informações à nação.

Em segunda análise, estão os bombardeios contínuos de anúncios das corporações capitalistas a uma sociedade alienada. Assim, a precariedade de conhecimentos quanto ao sistema financeiro, abrem portas oportunistas para exploração pelas grandes empresas. Consequentemente, alimentando uma sociedade consumista por viés de grandes apelações midiáticas. Na filosofia cinista, é defendida a vida simplória, no qual a felicidade não se limita a “status”, bens ou preconceitos. Ainda, para Diógenes de Sínope, principal representante do cinismo, a moralidade advém da prática da simplicidade aplicada à vida. Com isso, torna-se claro o não materialismo como meio para o bem estar, desconstruindo conceitos do consumo capitalista e fomentando a importância do saber comercial.

Logo, fica claro que é impreterível a aplicação do conhecimento financeiro na sociedade. Para tanto, os órgãos do Estado responsáveis pela educação e economia devem criar um projeto que aprimore a educação financeira na base escolar e, ainda , construa um aplicativo para instrução dos adultos. Àquela ação, poderá ser feita por meio de jogos práticos e ilustrativos, elaborados por profissionais qualificados, e aplicados pelos docentes em aulas ou em feiras. Já essa, poderá ser feita contendo arquivos de vídeos, textos informacionais com linguagem simples e chats para dúvidas, podendo ser incentivado o “download” por meio das mídias sociais. Tais práticas terão o fito na formação cidadã de consciência, gerações mais independentes e evolução histórica condizente com o período hodierno.