A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 24/09/2020

O capitalismo financeiro, que surgiu no final do século XIX, instaurou um complexo sistema monetário global. Por meio deste, o acesso ao crédito cresceu em progressão geométrica, entretanto, nota-se que o conhecimento dos cidadãos sobre educação financeira cresceu apenas em uma progressão aritmética de baixa razão. Tal fato propicia uma sociedade cada vez mais endividada e sem prospecção de saúde financeira. Com isso, faz-se necessário a análise da importância da educação financeira na vida do cidadão, principalmente para alcançar uma aposentadoria digna e fugir do conflito de interesses do sistema bancário.

De fato, é evidente a falta de planejamento orçamentário da população brasileira, já que, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito, SPC, oito em cada dez brasileiros não se preparam para a aposentadoria. Com isso, após longos anos de trabalho, o cidadão não consegue se manter financeiramente, o que os faz depender de terceiros ou de serviços adicionais para se manter. Ademais, mudanças no sistema de aposentaria são constantes e abruptas por parte do Governo Federal, de tal forma é criado uma instabilidade adicional na garantia de uma aposentadoria por parte do Estado.

Além disso, a deficiência do conhecimento matemático do brasileiro, refletida no Programa Internacional de Avaliação de Alunos, PISA, em que o Brasil ocupa o último quartil, abre espaço para malícias do sistema bancário, que impregna juros que podem chegar a doze por cento ao mês em cartões de crédito. Em alicerce, o oligopólio bancário não cria uma competição de preços, proposta pelo economista britânico Adam Smith, o que resulta em conflitos de interesses nítidos, todos explicitamente desfavoráveis à população.

Portanto, verifica-se a falta de educação financeira no Brasil atual, que resulta em uma dependência monetária generalizada e impõe altas opressões de mercado no cidadão. Com isso, faz-se necessário que o Ministério da Educação institua a educação financeira na educação básica, por meio de simulações de situações cotidianas como o cálculo de um financiamento imobiliário ou a escolha de pagamentos em um supermercado. Aliado a isso, cabe ao Banco Central a desregulamentação de partes do sistema bancário. Tais medidas criarão cidadãos com uma maior noção financeira e atraia novos banco como taxas menores para o Brasil.