A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 27/09/2020
De acordo com dados da AEF-Brasil, houve um aumento de 72% nas ações de educação financeira nos últimos 5 anos. Entretanto, mesmo diante da importância da temática para o cidadão e do seu crescente apelo popular, é evidente que parte dos brasileiros desconhece os efeitos negativos da falta de instrução econômica, tais quais o perigo de crises bancárias por endividamento e a perpetuação do consumo insustentável por gerações. Desta forma, é imprescindível efetivar medidas para alertar a população sobre a relevância da problemática.
Em primeira análise, é necessário pontuar o risco de tribulações bancárias em virtude do endividamento dos indivíduos. Nesse contexto, é notório que, a exemplo do que ocasionou a crise financeira de 1929, o não pagamento de dívidas, quando praticado em massa pela sociedade, pode implicar em grandes ônus para o setor econômico, causando complicações para as contas públicas do país e suas iniciativas empresariais. Contudo, o que não se percebe é que, ao provocar este prejuízo, o cidadão limita as próprias perspectivas monetárias, aumentando o custo de vida e dificultando a procura de emprego simplesmente porque não honrou com os prazos de seus empréstimos, situação que poderia ter sido facilmente evitada em caso de educação financeira à maioria dos brasileiros. Portanto, ressalta-se a responsabilidade dos membros da sociedade em cenários de crise econômica generalizada.
Em segunda instância, observa-se a perpetuação de maus hábitos econômicos por gerações. Nessa conjuntura, tal qual prevê Kant, quando afirma: “o homem é aquilo que a educação faz dele”, percebe-se que famílias que praticam o consumo excessivo e não costumam poupar dinheiro para circunstâncias de emergência geram herdeiros com as mesmas tendências. Todavia, a problemática neste fenômeno social de caráter cíclico reside no fato de que, ao apresentar um aumento da população financeiramente mal instruída, a sociedade passa a contar com mais altos índices de desigualdade, tornando mais longínqua a perspectiva de mudança na qualidade de vida e na distribuição de renda em território nacional.
Destarte, é imprescindível que o Ministério da Economia realize grandes programas de renegociação de dívidas, ao passo que inclua a população na formalidade, no intuito reduzir a inadimplência fiscal por parte da sociedade. Somado a isso, é crucial que o Ministério da Educação mantenha o devido ensino das responsabilidades financeiras nas escolas, além de garantir a influência desta doutrina a pais e responsáveis por meio da apresentação de palestras educativas sobre o tema feitas pelos alunos. Assim, poder-se-á reiterar a importância da educação financeira a todos os brasileiros.